Mulher é presa por suposta blasfêmia

Etetu Bekele é um viúva que mora em Hamaressa, no Estado de Harari, dominado pelo Islã. Ela é uma mulher iletrada. Vive uma vida simples e sobrevive com a renda das comidas que vende em seu pequeno quiosque. Membro da Igreja Protestante local, Etetu é conhecida na região por sua dedicação a Cristo, sua hospitalidade e jeito amigável como trata seus clientes.

É compreensível que os vizinhos, até os muçulmanos que conhecem Etetu, tenham ficado surpresos que ela tenha sido acusada de blasfêmia contra o islã. Em outubro do ano passado, a polícia a prendeu em seu quiosque após muçulmanos ter reclamado que Etetu rasgou páginas do Alcorão e embrulhou as mercadorias de seus clientes nelas. A polícia alegou que foi para sua própria proteção que ela foi levada em custódia.

Líderes da igreja apelaram em seu favor às autoridades, mas sem sucesso. Somente após quatro meses ela foi liberta. Ela nunca foi acusada formalmente e não houve prova concreta contra ela. Ainda assim, ela teve de pagar mil birr (cerca de U$ 80,00) antes de ser liberta.

Os líderes suspeitam que ela foi mantida na prisão por tanto tempo somente para satisfazer a fúria dos muçulmanos. Eles explicaram para a Portas Abertas que antes da prisão de Etetu, houve conflito entre muçulmanos e membros da EOC que dura há algum tempo.

A cidade histórica de Harar é frequentemente referida pelos muçulmanos locais como a quarta cidades mais sagrada para o Islã. Os muçulmanos dessa cidade cercados por um antigo muro são conhecidos por seu zelo religioso. Em uma de suas atividades missionárias no ano passado, muçulmanos distribuíram Cd´s contendo mensagens que os membros da EOC consideraram ofensivas. Elas desafiavam a divindade de Cristo. A Igreja Ortodoxa Etíope reagiu a esse movimento convidando um acadêmico da EOC em Addis Ababa para ensinar seus membros sobre o islã.

Os muçulmanos ficaram com raiva com a resposta da EOC e organizaram um grupo para atacar a igreja em Hamaressa. A Polícia Federal soube da situação e interveio. Alguns dos organizadores foram, inclusive, presos. Pouco depois, muçulmanos fizeram um manifesto em Hamaressa contra a EOC. O plano era que os manifestantes prosseguissem até a EOC local e a destruísse. Porém, a polícia interveio novamente.

Líderes da igreja local suspeitam que os muçulmanos, frustrados com o fracasso em realizar seus planos, fabricaram as alegações contra Etetu.

Alguns meses já se passaram desde a libertação de Etetu, mas ela ainda precisa de nossas orações enquanto trabalha duro para reaver a perda de renda que teve durante seu período na prisão. Portas Abertas está acompanhando essa situação.

Pedidos de oração

1. Agradeça a Deus pela fidelidade de Etetu. Ore para que o Senhor use o testemunho dela para convencer muitos outros sobre a necessidade de salvação por meio de Cristo. Clame para que ela continue sendo um testemunho fiel para seus clientes.

2. Ore para que o Senhor restaure, em Seu tempo, o que Etetu perdeu de renda

3. Peça por sabedoria pela igreja enquanto eles apoiam Etetu

4. Existem muitas pessoas como Etetu. É impossível para a Portas Abertas estar envolvida com todos eles, mas estamos trabalhando para equipar a Igreja a ser capaz de ministrar seus membros a encarar esse tipo de desafio. Ore para que Deus use os esforços da Portas Abertas para Sua glória.