Balanço e oração final

| 31/12/2009 - 00:00


Em poucas horas, o ciclo mais significativo de minha vida até aqui terá se encerrado, quando acabar meu mandato como secretário geral da Missão Portas Abertas.  Como contador de origem que sou, penso que é hora de fazer um balanço.


No final, o balanço é positivo ou negativo? 

Para começar, pensar num número: 6.935 ou 8.760? Qual dos dois números devo considerar pra entrar no balanço? O primeiro é o número de dias que passei como secretário geral (19 anos). O segundo é o número total de dias em que atuei na Missão somando os cargos contador, administrador e secretário (24 anos).


Qualquer que fosse o número, são muitos dias e haveria muita coisa para considerar. Quantos balancetes levantados, quantos planos escritos, quantas auditorias realizadas, quantas igrejas visitadas, quantas cartas escritas, quantas listas de tarefas montadas, ticadas, refeitas?

Quantas viagens por esse Brasil. Quantas traduções de correspondentes internacionais, quantas reuniões de oração. Quantos desafios a que pessoas se engajassem? 

Certamente, um dos episódios mais marcantes foi a vinda do Irmão André para celebração dos 25 anos da Missão no Brasil. Foram 14 pregações em 13 dias: João Pessoa, Fortaleza, Santos, Ribeirão Preto, Campinas, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Marília, Cambe, Maringá, Londrina e Águas de Lindóia (duas vezes).    

Os Parceiros 

Porém, muito mais do que as tarefas, uma das coisas mais marcantes foi o relacionamento com os Parceiros. Os Parceiros de oração, de apoio financeiro, de mobilização. Parceiros de verdade. 

Leais, amigos, companheiros de lutas, de vitórias, de recomeços.  Sinceros, e que sempre me estimularam. Mesmo nos momentos menos agradáveis de alguma coisa que não saía bem. Parceiros que sempre foram muito mais do que “a torcida”, sempre “jogaram junto”. Por isso, nessas horas finais, quero falar uns parágrafos sobre a visão que temos aqui na Missão para os Parceiros. 

 

Sonhamos com o potencial real de engajamento dos cristãos brasileiros na causa dos cristãos perseguidos. Hoje, temos 22 mil, mas pelas nossas contas, nosso potencial é de um milhão de Parceiros.   

Um milhão de Parceiros representariam uma mudança na ordem das coisas. De cara, possivelmente, o Brasil seria o país de maior participação no apoio ao trabalho de campo (hoje é o sétimo num universo de 21). Mas, o mais importante seria o impacto para os irmãos perseguidos e para a igreja brasileira.

  
Imagine um milhão de pessoas empenhadas em apoiar quem está negando a própria vida por causa do Evangelho. Um milhão de pessoas orando, falando, conscientizando, servindo e “contagiando” outros com essa mesma disposição.

Imagine a revolução que isso traria à nossa capacidade de influenciar a sociedade brasileira. Imagine a transformação que um engajamento deste tamanho pode trazer à vida dos irmãos perseguidos, à visibilidade que passariam a ter, ao respaldo de oração com que poderiam contar. 

Deus e o futuro 

Só mesmo Deus para nos conceder uma visão como essa.

E aqui eu falo da “coisa” mais importante desses milhares de dias passados e de todos os dias futuros: Deus. 

Deus que é a fonte onde nos nutrimos para tudo. Deus que nos ama e nos quer unidos. Deus que realiza em nós o querer e o agir. Certamente, o fato mais importante nesses anos foi a necessidade de me manter perto de Deus. 

Um ministério não sobrevive um átimo que seja se nele não for viva o tempo todo a presença de Deus por meio da Palavra e da busca do Espírito. Com certeza, eu falhei muitíssimo nesse quesito, mas Deus foi fiel o tempo todo e, sempre que buscado, respondeu com majestade, glória e graça. 

Deus fez o balanço terminar positivo.  A Ele todo louvor. A Ele toda glória.  

Por isso, ao terminar essa parte da jornada, rogo ao Senhor Deus do universo. Autor da vida e Senhor da vida e da morte.  Autor e consumador da fé. Rogo que conceda a essa Missão cumprir o seu destino, atingir o seu potencial.  

Suplico que inspire a equipe brasileira, seu novo líder executivo, seu conselho. 

Peço que os dirija nos próximos 19, 24, muitos outros anos.  Há muito que fazer. Há muito que orar. Há muito o quer servir. Há muito que influenciar. 

Peço a Deus que conceda à Missão muitos outros balanços positivos. 

Acima de tudo, peço a Deus que mantenha todos firmes – Parceiros, equipe e direção – e coesos no propósito que move esta Missão desde sempre: Portas Abertas, servindo cristãos perseguidos.  

Douglas Monaco, até 23:59 de 31/12/2009, secretário geral da Missão Portas Abertas 

Em tempo 1
: Não posso deixar de fazer um agradecimento público à equipe da Missão e a seu conselho que foram instrumentos reais de Deus em tudo o que me foi possível vivenciar nesses anos todos.


Em tempo 2: Receberei com muito carinho sua mensagem celebrando comigo esse término de ciclo em minha vida. Para este fim, até 4 de janeiro de 2010, estará ainda em vigor o endereço douglas@portasabertas.org.br  

Desde já, muito obrigado. 

 


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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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