O caminho trilhado pela Líbia

A exemplo de outras manifestações populares ocorridas em países do mundo Árabe como Tunísia e Egito e que resultaram na queda dos ditadores Zine El Abidine Ben Ali e Hosni Mubarak, respectivamente, a Líbia vive um grande levante popular contra o ditador Muammar al-Kaddafi  que está no poder há 42 anos. A diferença desta para as demais revoltas que aconteceram na Tunísia e no Egito, por exemplo, é de que na Líbia os manifestantes pegaram em armas para derrubar Gaddafi já que este não está disposto a abdicar do poder.

Os rebeldes Líbios iniciaram seus ataques nas duas principais cidades do país: Tripoli (capital e cidade mais rica e desenvolvida) e Bengazhi (centro comercial na Líbia, com base em produtos agrícolas e pecuários). Além disso, temporariamente os postos de petróleo do país foram tomados, o que gera uma tensão, pois a exportação de petróleo é para países da Europa e EUA corresponde a 30% do PIB da Líbia.

Desde 17 de fevereiro de 2011 o inicio das manifestações é datado com constantes conflitos entre as tropas de Kaddafi e os rebeldes na Líbia. A ONU ainda não se manifestou sobre uma possível intervenção militar na Líbia, mas a Otan e a Liga Árabe se manifestaram a favor de um bloqueio do espaço aéreo líbio (no-fly-zone) de modo que impossibilite ataques aéreos por parte de aviões a serviço do ditador.

Para os jovens estudantes reunidos hoje em Bengazi, o que mais se ouviu foram lamentos: “Europa e EUA são aliados de Kaddafi e querem só o nosso petróleo” (Carta Capital 17/3/2011). Ou seja, querem que o status quo seja mantido, pois, o que mais lhes interessa são os lucros. Já a secretaria de estado Hilary Clinton, diz que: “Qualquer ação na Líbia deve ser cuidadosamente bem planejada e eficiente de modo que menos vidas inocentes sejam ceifadas”.

As tropas de Gaddafi avançam em direção a Bengazhi (principal ponto da resistência rebelde) e segundo um dos filhos do ditador “dentro de 48 horas tudo estará terminado”.

Por Marcelo Peixoto

*Acréscimos de fonte: Terra e The Christian Post