Entenda as revoltas no Barein

O Bahrein é uma ilha-nação localizada no golfo pérsico próximo à Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Kuwait e juntamente com estes países compõe o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), órgão responsável pela integração econômica destes estados desde 1981. O Bahrein assim como os demais países acima citados, é uma monarquia absolutista de governo sunita, embora 70% de sua população seja composta por xiitas. (Sunitas e Xiitas são as duas maiores e mais conhecidas seitas do Islamismo, discordam principalmente sobre quem deveria ser o sucessor do profeta Maomé a frente da comunidade Islâmica após sua morte em 632 D.C). O petróleo refinado é a principal fonte de renda do Bahrein que é um verdadeiro centro comercial para empresas multinacionais com negócios na região.

As revoltas que tem acontecido no Bahrein são reflexo das outras revoltas ocorridas no Oriente Médio e da insatisfação dessa maioria xiita que alega que a maioria dos empregos disponíveis no país está disponível apenas para a minoria sunita, além de serem constantemente menosprezados pelo regime.

Essa situação de instabilidade no Bahrein tem acirrado os nervos de nações como Arábia Saudita e Irã, os sauditas são os principais patrocinadores do governo sunita do Bahrein liderado por Hamad Bin Issa al-Khalifa, os iranianos (maior nação xiita não árabe) tem ligações políticas com os xiitas do Bahrein e alegam que historicamente esse território pertence ao Irã.

Os EUA também se sentem inquietos com as agitações no Bahrein, já que têm importantes acordos econômicos com a ilha e com a Arábia Saudita e a sua maior base naval na região está localizada ali. Segundo alguns analistas políticos, por essas e outras razões os EUA não se oporiam abertamente ao estado monárquico do Bahrein como tem feito na Líbia.

O Islamismo é a religião oficial do Bahrein e é estritamente proibida a evangelização de muçulmanos. Há liberdade de culto para estrangeiros e livrarias e outras organizações cristãs atuam abertamente no país. Em meio a tantas revoltas existe o risco de grupos extremistas assumirem o poder e implantar um estado teocrático, mas por hora essa possibilidade está descartada no Bahrein. Oremos para que a situação política no mundo árabe se resolva da melhor forma possível e para que a Igreja de Cristo sobreviva e resista às dificuldades.

Marcelo Peixoto - Historiador