A dificuldade de atendimento médico para comunidades em Bangladesh

Por viverem em locais muito isolados, tribais Tripura gastam de cinco a seis horas para chegar ao hospital mais próximo

| 11/09/2019 - 12:00

Ser o único médico na área ajuda a criar oportunidades e abre portas para alcançar não cristãos

Ser o único médico na área ajuda a criar oportunidades e abre portas para alcançar não cristãos


Quando Philip viu membros de sua comunidade tribal isolada morrendo por falta de acesso a cuidados médicos, ele orou e pediu a Deus por intervenção. Porém, nunca imaginou que Deus abriria uma porta por meio dele. Após receber treinamento médico, com ajuda da Portas Abertas, Philip agora oferece medicina para o corpo e para a alma de seus irmãos e irmãs, bem como de seus vizinhos budistas.

Philip é um pastor de 27 anos de uma pequena vila no oeste de Bangladesh. Sua vila possui 12 famílias cristãs, e elas são parte de uma comunidade tribal Tripura, que é tradicionalmente budista. O jovem tem um grande desejo de servir a comunidade: “Essas pessoas vivem com habilidade e conhecimentos naturais. Mas não é o suficiente para sobreviverem”.

A maior parte dos Tripura trabalham em plantações de borracha ou em um tipo de plantação que envolve limpar a terra e queimar a vegetação. Mas isso não garante uma boa renda. A maioria das pessoas não têm nem mesmo recursos para as necessidades básicas. “Essas pessoas não sonham com um futuro melhor. Sonham apenas com uma boa saúde e duas refeições para o dia seguinte”, conta o pastor.

A comunidade tem recursos muito limitados – não há eletricidade, hospital ou escola. Philip é um dos poucos da comunidade que completou o ensino médio. Ele diz: “Pessoas educadas não continuam na vila, ficam na cidade e têm bons trabalhos. Mas eu quero ficar na vila para servir essas pessoas pobres”.

Atendimento médico
A falta de recursos médicos tinha consequências muito graves para a comunidade de Philip. “Eu vi pessoas morrerem sem tratamento mesmo para doenças simples, como malária, diarreia, além de mulheres morrendo no parto. Muitos morreram a caminho do hospital, já que leva um bom tempo para chegar lá”, explica.

Tentar chegar ao hospital mais próximo é um grande feito. Primeiro, é preciso pegar um transporte público (um jipe) por uma hora e meia, que leva até a metade do caminho. Então deve-se andar por mais uma hora e meia, cruzar canais e subir e descer montanhas. Mas o jipe está disponível apenas um dia da semana, quarta-feira, que é o dia da feira. Então, nos outros dias, é necessário andar o caminho todo, que pode levar entre cinco e seis horas. Ainda é possível contratar um transporte privado, porém, isso é muito caro para a maioria das pessoas. Agora imagine alguém fazer essa jornada enquanto sofre de uma doença grave.

Philip viu a importância da comunidade ter acesso a melhores cuidados médicos, mas não sabia como fazer isso. “Eu apenas orava a Deus por nossa comunidade, para ele abrir uma porta porque eu não podia fazer nada. Eu nunca pensei que Deus abriria uma porta por mim. Isso é inacreditável”, diz Philip. (Essa história continua)

Pedidos de oração

  • Ore em favor das comunidades em Bangladesh que não têm acesso a atendimento médico.
  • Interceda para que mais cristãos se disponham para a obra do Senhor e serviço à comunidade.
  • Apresente a Deus a vida de Philip, que ele possa ser usado cada vez mais por Deus.

Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE