A perseguição aos cristãos no Cazaquistão

Cristãos perseguidos no Cazaquistão enfrentam vigilância cerrada por parte do governo e pressão da família e comunidade

Com 64 pontos, o Cazaquistão se classificou em 35º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2020. Nenhuma atividade religiosa que não seja controlada pelo governo não é permitida e a pressão por parte das autoridades aumentou nos últimos cinco anos, com batidas policiais durante as reuniões cristãs e cristãos sendo interrogados e presos.

Os principais tipos de perseguição enfrentada pelos cristãos são opressão islâmica e paranoia ditatorial. Os seguidores de Jesus são vistos como parte de uma seita estrangeira que tem como objetivo espiar e destruir o atual sistema político. Nessa perspectiva, os oficiais do governo são as principais fontes de perseguição, na tentativa de controlar e erradicar os cristãos.

Se um muçulmano se converter ao cristianismo, será pressionado e pode enfrentar violência física por parte dos familiares, amigos e comunidade local, forçando-o a voltar à antiga fé. Alguns convertidos chegam a ser trancados dentro de casa pela família por longos períodos, agredidos e, então, expulsos de casa e da comunidade em que moram. Os mulás (pregadores islâmicos) pregam contra eles e os cidadãos muçulmanos denunciam os cristãos às autoridades. Nesse contexto, cristãos ex-muçulmanos farão o possível para esconder a nova fé, tornando-se seguidores de Jesus secretos.

A cultura islâmica considera a mulher inferior ao homem e a submissão total é o que se espera das mulheres em relação aos pais ou maridos. Isso as deixa mais vulneráveis à perseguição. Quanto aos homens, que geralmente são os provedores do lar, se são multados ou presos, toda a família sofrerá com a perda do emprego ou renda. Se o homem é o líder da igreja, a perseguição a ele afetará toda a congregação, causando medo nos fiéis.

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