A repressão à igreja na história da República Islâmica do Irã

Uma das evidências é o grande número de prisões de cristãos e de penas prolongadas para os que “agem contra a segurança nacional”

| 15/07/2019 - 06:00

Ex-prisioneiros do Irã passam por aconselhamento pós-trauma em um lugar seguro fora do país

Ex-prisioneiros do Irã passam por aconselhamento pós-trauma em um lugar seguro fora do país


Este ano, o Irã comemora 40 anos da Revolução Iraniana ou Revolução Islâmica, ocorrida em 1979. Antes da revolução, o Irã era uma monarquia autocrática pró-ocidente comandada pelo Xá Mohammad Reza Pahlevi. Com a revolução, o país foi transformado em uma república islâmica teocrática sob o comando do aiatolá Ruhollah Khomeini. Quando o xá foi para o exílio, em 16 de janeiro, foi substituído pelo aiatolá Khomeini, em 11 de fevereiro, dando início à primeira teocracia de caráter xiita do mundo.

Na noite em que se comemorava o 40º aniversário da Revolução Islâmica no Irã, oficiais do Ministério de Inteligência prenderam o cristão Abdolreza Ali Haghnejad, na cidade de Rasht. Eles entraram no prédio da igreja pouco depois do final do culto e confiscaram telefones celulares dos membros da igreja e levaram Haghnejad. Agentes de segurança também foram até a casa dele, de onde confiscaram seus livros e o telefone celular de sua esposa, conforme informou a organização Christian Solidarity Worldwide.

Haghnejad já foi preso e julgado outras vezes. Ele e outros dois líderes cristãos, que também foram presos em janeiro deste ano, lideravam a igreja de Rasht na ausência do pastor, Youssef Nadarkhani que, em 2017, foi condenado a dez anos de prisão. Nadarkhani foi preso por “agir contra a segurança nacional” e por “promover o cristianismo sionista”, além de liderar igrejas domésticas.

Dura repressão e política de eliminação da igreja

Embora o aiatolá Khomeini inicialmente falasse sobre direitos humanos e liberdade religiosa, a nova república islâmica que criou nunca deixou muito espaço para os cristãos e para a igreja. Inicialmente, o governo tentou fazer a igreja se submeter, mas, então, começou a reprimi-la. Especialmente as igrejas de fala persa, que atraíam um número crescente de cristãos ex-muçulmanos.

Sob o governo de Mahmoud Ahmadinejad, eleito em 2005, “uma abordagem sistemática para eliminar as igrejas protestantes se iniciou”, conforme analisa a ONG de direitos humanos Article 18. Isso causou o fechamento de igrejas, confisco de propriedades, prisões não apenas de líderes de igrejas, mas também de membros, e o prolongamento das penas de prisão.

Com a reeleição do presidente Hassan Rohani, em maio de 2017, o surgimento de uma política moderada no Irã foi enfatizado. No entanto, as eleições para o chefe da Assembleia de Peritos elegeram um líder antiocidente linha dura. Esse é um claro lembrete de que, no final das contas, é o líder supremo quem mexe os pauzinhos na política iraniana.

Ore pelos cristãos perseguidos no Irã, país que ocupa a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019. Muitos cristãos foram presos em 2018 até o começo de 2019. Clame para que a igreja do Senhor não seja intimidada por essas prisões, mas que cada cristão siga firme no caminho do único Senhor e Salvador. Interceda também pela vida dos que estão encarcerados, muitos deles condenados a longas penas de prisão.

Escreva para prisioneiros no Irã
Você tem a oportunidade de escrever para quatro cristãos que foram condenados no Irã. Certamente suas palavras de encorajamento levarão esperança, renovando as forças e a fé desses irmãos no amor e poder de Deus. Papel e caneta a postos, veja aqui todos os detalhes de como escrever.  


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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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