Alicerçados por uma fé inabalável

| 24/08/2016 - 00:00


Colombia_2016_0280100940.jpg

Depois de experimentar violência, perseguição e deslocamento, Aurora* é capaz de sonhar e sorrir novamente com a ajuda dos colaboradores da Portas Abertas, que a auxiliam através de um tratamento pós-trauma. As lembranças do dia em que seu marido morreu ainda são vivas. ""Ele sabia que iria morrer caso continuasse pregando o evangelho. As gangues já haviam o ameaçado várias vezes, mas ele preferiu morrer servindo a Cristo a desistir de sua missão. Ele não tinha medo de dizer a verdade"", disse a esposa. Ernesto* foi responsável por um importante ministério em sua cidade natal, no Oeste da Colômbia. Ele era muito conhecido por incentivar os jovens a viver para o Senhor. Vários membros dessas gangues abandonaram a vida de crimes, depois que conheceram Jesus, através de Ernesto. Sem dúvida, esse foi o maior motivo que despertou a ira dos traficantes, que o mataram na frente de sua esposa e de seus filhos.

Infelizmente, essa não é uma notícia incomum nas áreas rurais colombianas, que cresceram em meio ao conflito armado. Líderes cristãos que denunciam as injustiças e os abusos cometidos pelos grupos narcotraficantes são ameaçados, maltratados e muitas vezes mortos. O governo não fornece cuidados psicológicos para as vítimas desses conflitos. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Mental de 2015, realizada no país, foi detectado que, em média, na Colômbia, de cada 100 adultos entre 18 e 44 anos de idade, 10 sofrem de algum tipo de doença mental. A instabilidade emocional é causada pelos traumas que essas pessoas vivem. Por esse motivo, a Portas Abertas tem ajudado os cristãos colombianos que enfrentam perseguição.

Aurora é um exemplo entre vários. ""Seu processo de recuperação não tem sido fácil e suas cicatrizes emocionais são profundas, não somente as dela, mas também as de seus filhos. Eles tiveram a oportunidade de reencontrar alguns familiares que estavam perdidos durante o tempo em que a família esteve deslocada"", disse Tatiana, uma das colaboradoras. Segundo ela, o trabalho de recuperação é longo e lento. ""Nós sabemos que quem realiza o trabalho é Deus. Mas nós fazemos a nossa parte, essas pessoas precisam saber que não estão sozinhas. Quando se reúnem em grupos, elas compartilham suas histórias e reforçam sua identidade cristã. O equilíbrio entre o espiritual e o psicológico é o traz a verdadeira cura"", afirma a colaboradora.

Apesar de suas experiências difíceis, Aurora já é capaz de ver o futuro com novos olhos. A ajuda recebdida lhe permitiu construir uma fé mais forte e também a aceitar os acontecimentos de seu passado com serenidade. Atualmente, ela vive com sua família e abriu um pequeno restaurante. Até hoje ela participa dos programas realizados pela Portas Abertas. Quatro meses atrás, ela teve a oportunidade de denunciar abertamente a violência contra a Igreja na Colômbia, em uma audiência pública. ""Futuramente, eu quero ajudar outras pessoas que passaram por situações difíceis como a minha. Deus me ajudou, então eu quero ajudar também"", conclui Aurora.

*Nomes alterados por razões de segurança.

Leia também
Cristãos perseguidos veem esperança para futuro de seus filhos


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE