Arábia Saudita completa 86 anos de existência

O país, de grande maioria islâmica, é um dos poucos no mundo onde a construção de igrejas é proibida

Fundada em 1932, a Arábia Saudita, que hoje completa 86 anos, foi transformada de um reino do deserto subdesenvolvido em uma das nações mais ricas da Península Arábica, graças à exploração de suas extensas reservas de petróleo a partir dos anos 1950. O reino saudita depende muito da indústria do petróleo e está tentando diversificar a economia e criar mais empregos para os sauditas, conforme estabelecido em seu ambicioso plano de desenvolvimento socioeconômico "Visão Saudita 2030".

Esse plano, iniciado em 2016, se concentra não apenas na economia saudita, mas também menciona a importância de criar “uma sociedade vibrante” e de “viver pelos valores islâmicos”. O documento de estratégia também sublinha claramente a orgulhosa identidade islâmica do país saudita e seu papel principal no mundo muçulmano.

Entre as fontes de perseguição, que atuam em níveis médio, forte e muito forte no país, estão oficiais do governo, líderes de grupos étnicos e religiosos não cristãos, cidadãos normais e familiares, incluindo parentes distantes. Convertidos do islamismo para o cristianismo enfrentam mais pressão das famílias e parentes, o que pode incluir ameaças de morte, crimes de honra e detenção domiciliar.

Oficiais do governo também criaram e mantém um sistema islâmico rígido que trata cristãos como uma segunda classe de pessoas. Além disso, proíbem lugares de adoração para qualquer religião que não o islamismo. Líderes islâmicos também tentam impor leis islâmicas rígidas sobre pessoas que vêm para a Arábia Saudita, incluindo cristãos.

Líderes islâmicos são um problema para convertidos, já que ainda são considerados muçulmanos, bem como para trabalhadores cristãos estrangeiros, que além de mal pagos continuam sob pressão para se converterem ao islã. Isso acontece principalmente com quem vive isolado de outros cristãos, trabalhando em casas sauditas. Finalmente, os “cidadãos normais” são uma grande fonte de perseguição para convertidos, já que a sociedade em geral é contra qualquer coisa tida como oposição ao islamismo.

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