China aumenta repressão a refugiados da Coreia do Norte

Desde abril, cerca de 30 norte-coreanos foram pegos na China sem que se saiba que paradeiro tiveram

| 30/07/2019 - 12:00

Arames farpados na Zona Desmilitarizada na Península Coreana separam as duas Coreias. Ore pelos cristãos que fazem a travessia

Arames farpados na Zona Desmilitarizada na Península Coreana separam as duas Coreias. Ore pelos cristãos que fazem a travessia


Em maio deste ano, dez anos após abandonar a família para fugir da Coreia do Norte, a fugitiva estava extremamente feliz ao falar por telefone pela primeira vez com o filho de 22 anos, depois de ele também ter fugido da Coreia do Norte para a China. Mas alguns dias depois, enquanto falava com ele novamente por telefone, ela ouviu aterrorizada quando a casa segura onde o filho estava com outros quatro norte-coreanos foi abordada por autoridades chinesas.

A refugiada, que agora vive na Coreia do Sul, disse que ouviu rumores de que o filho foi preso e é mantido em uma prisão na China perto da fronteira com a Coreia do Norte, mas ela não tem informações oficiais sobre seu paradeiro. Como o jovem de 22 anos, cerca de 30 fugitivos norte-coreanos foram pegos na China em uma série de batidas policiais desde meados de abril, de acordo com familiares e grupos ativistas.

Segundo a agência de notícias Reuters, não se sabe se isso é parte de uma repressão maior na China, mas ativistas dizem que as batidas atrapalharam partes da rede informal de corretores, instituições de caridade e intermediários que foram apelidados de "ferrovia subterrânea" norte-coreana. Ou seja, pessoas que ajudam norte-coreanos a fugir para a China.

China tenta impedir imigração de norte-coreanos

O aumento das prisões deve-se provavelmente a múltiplos fatores, entre eles a deterioração das condições econômicas na Coreia do Norte e a preocupação da China sobre um potencial grande influxo de refugiados, disse Kim Seung-eun, pastor da Caleb Mission Church em Seul, na Coreia do Sul, que ajuda norte-coreanos a fugir.

O norte coreano Y. H. Kim, que fugiu da Coreia do Norte em 1988 e hoje é presidente da Associação de direitos humanos de refugiados da Coreia do Norte, disse: “No passado, cerca de meio milhão de fugitivos norte-coreanos chegaram à China [na época da grande fome, nos anos 90]. Muito das prisões atuais tem a ver com o desejo da China de impedir que isso aconteça novamente”.

Norte-coreanos que entram ilegalmente na China enfrentam numerosas ameaças, inclusive das próprias redes às quais eles se voltam para pedir ajuda. Dezenas de milhares de mulheres e meninas que tentam fugir da Coreia do Norte acabaram em prostituição, casamento forçado e envolvidas de alguma forma com sexo na China, de acordo com um relatório publicado em maio pela organização sem fins lucrativos Korea Future Initiative.

Um analista de perseguição da Portas Abertas comenta sobre o fato: “Este é outro lembrete de como a China ignora o princípio internacional de repulsão, segundo o qual refugiados não podem ser mandados de volta a países onde são ameaçados de tortura ou outras condições desumanas”. Neste Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas, ore pelos cristãos norte-coreanos que, na tentativa de fugir do país, acabam caindo em redes de traficantes de pessoas ou nas mãos do governo chinês. Interceda para que Deus os guarde e para que encontrem abrigo, segurança e a verdadeira liberdade em Cristo Jesus.

Socorra cristãos norte-coreanos
Além de orar, você pode contribuir para que nossos irmãos da Coreia do Norte refugiados na China recebam alimentos, medicamentos e roupas. Através deste projeto de ajuda emergencial, seu auxílio poderá mudar o destino de vários irmãos. Conheça a campanha e envolva-se!


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