Continue orando pela Costa do Marfim

Mesmo após as eleições, as tensões e a violência avançam no país

A Portas Abertas pediu oração pelas eleições na Costa do Marfim, realizadas em 31 de outubro, em meio a protestos e violência no país. Os partidos de oposição, descontentes com o plano do presidente Alassane Ouattara de concorrer a um terceiro mandato, organizaram várias manifestações para expressar a desaprovação.

Em relatório divulgado pelo país, a Costa do Marfim diz que “a oposição não reconhece os resultados da eleição e decidiu criar um governo de transição, tendo como presidente o deputado Bédié. O governo de transição atuará até que aconteçam novas eleições presidenciais, ainda sem data definida”. A decisão gerou revolta na população e os líderes da oposição estão tendo os lares atacados.

O portal de notícias The Gardian explicou que a crise política foi desencadeada após a morte, em julho, do sucessor de Ouattara, o primeiro-ministro Amadou Gon Coulibaly. Era esperado que Ouattara deixasse o cargo, mas ele negou a decisão, argumentando que a Constituição do país não o impedia de tentar a reeleição. Além disso, o presidente também desqualificou 40 candidatos da oposição.

Em Toumodi, um dia após a eleição, quatro membros de uma família foram queimados vivos enquanto estavam em casa e um mercado próximo também foi completamente incendiado. Não há indicação de motivação religiosa para esses incidentes, mas uma maior instabilidade na Costa do Marfim seria muito prejudicial e criaria mais oportunidades para os jihadistas incitarem novos ataques aos cristãos.

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