Coreia do Norte destrói escritório conjunto com Coreia do Sul

A medida é uma retaliação porque o país vizinho recebe refugiados norte-coreanos

O governo da Coreia do Norte explodiu um escritório de ligação intercoreano que tinha com a Coreia do Sul, na cidade fronteiriça de Keasong. Desde 2018, o prédio tinha salas separadas para os representantes dos dois países trabalharem e uma sala de conferência comum. De acordo com a reportagem do G1, o local permanecia funcionando 24 horas por dia, mas os trabalhos estão suspensos desde janeiro, por causa da pandemia de COVID-19.

Segundo a mídia norte-coreana, a destruição do escritório foi uma maneira de mostrar o descontentamento do governo contra a prática da Coreia do Sul de abrigar fugitivos do país comunista. A tensão entre as duas Coreias aumentou, quando grupos de refugiados norte-coreanos soltaram milhares de balões contendo folhetos, doces, versículos bíblicos e pendrives na fronteira.

De acordo com Timothy*, cristão norte-coreano que vive em outro país, a ação pode ser uma forma de demonstrar o poder da irmã do atual ditador Kim Jong-un. Quando havia dúvidas sobre a morte do governante, Kim Yo-jong era cotada para ser a substituta no comando da nação. “Se a Coreia do Sul vai responder a isso ou não, provavelmente não importa realmente para a família Kim, porque Kim Yo-jong agora demonstrou a capacidade dela”, explica o colaborador da Portas Abertas.

Porém, o incidente não consegue mascarar a situação difícil que o território comunista enfrenta. Ele ainda precisa de apoio para que os cidadãos tenham alimentos e medicamentos, e enfrenta sanções econômicas, agravadas pela crise da COVID-19. “A Coreia do Norte provavelmente sente que não ganhou nada com as recentes cúpulas intercoreanas e a diplomacia pública com Seul”, afirma Timothy. Por isso, as táticas arriscadas revelam o desespero das autoridades norte-coreanas.

*Nome alterado por segurança.

Pedidos de oração