Cristã é condenada à prisão e açoites no Irã

Fatemeh Mohammadi foi questionada pelas convicções religiosas durante audiência

A Portas Abertas já contou a história de Fatemeh Mohammadi e a luta dela pela liberdade dos cristãos no Irã. A jovem foi acusada de participar de um protesto contra a derrubada de um avião de passageiros da Ucrânia em janeiro e, por isso, foi condenada a três meses de prisão e 10 chicotadas. Porém, a sentença poderá ser suspensa se Mary, como prefere ser chamada, tiver um bom comportamento de acordo com os padrões da justiça iraniana. “Não havia provas contra mim, então eu deveria ter sido absolvida, mas em vez disso fui condenada não apenas à prisão, mas também açoitamento”, afirma em entrevista ao site britânico de notícias Article 18.

Apesar de ter direito de recorrer, a cristã escolheu não levar adiante. "Evitamos apelar contra o veredito, porque os tribunais de apelação se transformaram em tribunais de confirmação!", explica. Mary testemunhou que mesmo antes da sentença ser proferida, ela e os familiares suportaram todos os tipos de tortura, logo, se fosse absolvida já teria sido punida.

Na audiência da semana passada, Mary foi questionada sobre as convicções religiosas, apesar das acusações não estarem relacionadas à fé. A audiência que estava marcada para o dia 2 de março foi adiada devido à crise da COVID-19 no país. A cristã já passou seis meses presa por participar de uma igreja local. Ela foi condenada por agir contra a “segurança nacional” e fazer “propaganda contra o sistema”. Mary já havia sido expulsa da universidade de Teerã sem explicações.

A cristã usa as redes sociais para lutar contra a intolerância religiosa no Irã. Em 2019, ela lançou uma campanha chamada “Kahma”, onde pedia que os direitos dos seguidores de Jesus fossem respeitados, não importando se são cristãos de nascimento ou convertidos do islamismo. O objetivo principal era garantir o direito de frequentar uma igreja no país.

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