Cristã relata sobre seus dias no cativeiro

| 28/12/2015 - 00:00


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Mercy* é uma mulher de 22 anos, do estado de Borno, no nordeste da Nigéria, e que foi sequestrada em junho de 2014, quando o Boko Haram invadiu a pequena cidade de Gwoza onde ela morava. Essa é a primeira vez que ela fala sobre as cinco semanas que permaneceu em cativeiro, onde foi forçada a um casamento, e onde foi obrigada a assistir a vários assassinatos e submetida às exigências dos seus captores para seguir o islã.

""Todo mundo na cidade correu para se salvar. Meu pai e eu fomos separados. Eu não sei o que aconteceu com ele. Eu acho que ele morreu da mesma maneira que muitos outros morreram, porque eles se recusaram a negar a Cristo. Eu e outras quatro mulheres fomos levadas sob ameaças de espancamento, caso não obedecêssemos às ordens"", relata Mercy.

""Meu primeiro dia foi um inferno, eu chorava muito, mas também orava pedindo a Deus para me dar coragem. Fomos interrogadas, eles nos convidaram a nos tornar muçulmanas. As mulheres aceitaram imediatamente e se casaram com membros do Boko Haram. Eu implorei dizendo ser cristã, então apanhei muito e me forçaram a casar com um deles. Participei de ensinamentos islâmicos e orações. Também fui torturada. Vi muitos cristãos sendo mortos, mas não negaram a sua fé. Posso dizer que vi o cumprimento de muitas coisas que li na Bíblia. Graças a Deus fui resgatada após uma campanha do governo e mesmo vivendo entre ruínas agora, sou grata a Jesus porque estar viva e livre"", conclui a cristã.

*Nome alterado por motivos de segurança.


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