Cristãos são inocentados no Irã

Os cristãos foram condenados por se converterem ao cristianismo

| 07/02/2022 - 16:30

Cristãos são levados ao tribunal por motivos religiosos

Cristãos são levados ao tribunal por motivos religiosos


No Irã, oito cristãos foram detidos e informados que precisariam participar de aulas de “reeducação” para retornar ao islã e negar a Jesus. Eles passaram oito meses na prisão e foram absolvidos por decisão do promotor público do Tribunal Civil e Revolucionário de Dezful 

Os  cristãos foram detidos na cidade de Dezful, em abril de 2021, sob a acusação de fazerem “propaganda contra a República Islâmica do Irã”. Mas o promotor do caso entendeu que o “crime” cometido por eles era na realidade a conversão a uma religião diferente do islamismo, fato que não é criminalizado pelas leis do país.  

A decisão judicial não foi bem recebida pelo Corpo de Guarda Revolucionária Islâmica, um ramo de segurança originalmente fundado em 1979 para proteger o regime muçulmano do Irã. O Corpo convocou os cristãos no último sábado e ordenou que participassem de dez sessões de reeducação com clérigos islâmicos.  

De acordo com pesquisas da Portas Abertas, o envolvimento da Guarda Revolucionária na repressão à comunidade cristã é crescente. E os convertidos ao cristianismo continuam a ser levados ao tribunal por motivos religiosos.  

Um exemplo de batalha judicial pela liberdade religiosa foi a condenação de três cristãos da cidade de Rasht, na província de Gilan, que enfrentam dez anos de prisão. Eles foram acusados de envolvimento em propaganda e atividades educativas relacionadas a crenças contrárias à sharia (conjunto de leis islâmicas). No entanto, a Suprema Corte do Irã decidiu que vai rever a sentença do cristão Nasser Navard Gol-Tapeh, que foi preso por ser membro de uma igreja e condenado por “agir contra a segurança nacional” em julho de 2017.  

Durante os últimos quatro anos na prisão, Nasser não ficou calado. Em sua última carta aberta da prisão de Evin, ele escreveu: “Eles querem nos eliminar e fazer parecer que nunca existimos. Temos enfrentado sofrimento e perseguição por tanto tempo, mas não desistimos”, escreveu.  

A falta de uma posição oficial sobre a apostasia continua a levar a decisões inconsistentes nos tribunais, como nesse último caso em Dezful, em que um promotor individual optou pela clemência. Porém, os cristãos têm medo de que, até que uma linha oficial seja traçada, o próximo juiz tenha uma opinião diferente. 


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