Cristãos são mortos por extremistas na Indonésia

Homens armados invadiram a aldeia e agrediram os cristãos

[Atualizado em 1 de dezembro, às 11h10]

No dia 27 de novembro, um grupo terrorista chamado Mujahideen da Indonésia Oriental (EIM, da sigla em inglês) atacou quatro cristãos em uma aldeia no centro de Sulawesi, na Indonésia. Três homens foram esfaqueados, enquanto um quarto cristão foi incendiado. Seis casas, incluindo uma igreja improvisada e um prédio do Exército da Salvação, também foram queimadas.

Entre oito e dez homens armados com espadas e armas entraram na aldeia por volta das 8h. De acordo com Kandi, filha de um dos cristãos mortos, todos os cidadãos da aldeia foram chamados para fora dos lares. Alguns seguidores de Cristo foram escolhidos pelos agressores e o pai de Kandi foi um deles. Os quatro cristãos mortos eram homens adultos e vizinhos.

O incidente aconteceu na vila Lemban Tongoa, em Sulawesi, no Centro da Indonésia. Na aldeia, existe um posto do Exército da Salvação, que também foi prejudicado durante o ataque. “Nossos corações estão com nosso povo que enfrentou tal crueldade. Vamos orar por cada pessoa que foi afetada e pela cura nas comunidades. Peço à nossa comunidade global que se junte a nós nesta oração e acredite que o mal será derrotado e a paz tomará conta da vila”, clama Brian Peddle, líder internacional do Exército da Salvação.

Os parceiros da Portas Abertas se dirigiram ao local para prestar assistência às vítimas e familiares. Devido às restrições da pandemia da COVID-19, realizar viagens na Indonésia tem sido um desafio. As autoridades evacuaram a vila e, até agora, os agressores não foram presos. O grupo jihadista não realizava nenhum ataque no país há quatro anos, desde que o líder foi morto. Os cidadãos locais acreditam que o ataque deste final de semana pode ter sido para provar que o grupo ainda está ativo. 

Os parceiros Portas Abertas na Indonésia chegaram na área onde os quatro cristãos foram assassinados. A equipe está ouvindo as histórias e investigará como essa comunidade pode ser ajudada. Os aldeões os receberam, puderam orar e ter comunhão com os irmãos. “Vejo tristeza nos olhos desses moradores. Há muita tristeza no olhos de Kandi, que perdeu o pai e o marido durante o ataque. Mas, ao nos verem, os aldeões sorriram”, conta um parceiro da Portas Abertas no local.

Pedidos de oração