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Cristãos são mortos por extremistas no Chifre da África

Aweis Ali foi um dos poucos sobreviventes de sua igreja doméstica
Portas Abertas • 11 fev 2026
Aweis Ali perdeu quase todos os irmãos na fé assassinados por jihadistas

A Portas Abertas contou como Aweis Ali teve um encontro com Jesus na Somália, um país do Chifre da África. Após sua conversão, ele viveu sete anos isolado de outros cristãos e perdeu todo o apoio da família e do clã. Movido pela necessidade de comunhão, o cristão assumiu um risco ao procurar uma pessoa que compartilhasse sua fé, pedindo que ela o conectasse a outros cristãos.

Ele foi deixado à espera até que seu contato retornasse com um jovem chamado Liban. “Depois, Liban me contou que ela foi orar para que Jesus revelasse se eu era um cristão genuíno em busca de comunhão ou um espião tentando coletar nomes e informações para perseguir a igreja. Ela orou por cerca de 20 minutos até que Deus confirmou que eu era confiável”, revela Aweis.

Aweis e Liban uniram forças e passaram a se arriscar em busca de outros irmãos na fé. Com o tempo, esse esforço frutificou e a pequena comunidade começou a se expandir. “Foi o momento mais feliz que tive desde que conheci o Senhor”, reconhece o cristão.

Mas a pequena igreja doméstica que se formou tornou-se alvo de violência extrema. O grupo radical Al-Tahat Al-Islamiyah assassinou Liban e, sucessivamente, outros membros do grupo. Em meio à dor e ao luto, uma visão trouxe o alento necessário para resistir: “Não tenham medo. Vocês não serão eliminados; não serão aniquilados. Alguns de vocês permanecerão e se tornarão mais fortes”.

O vale da sombra e a reconstrução

A perseguição foi devastadora, deixando Aweis quase sem suporte. “Perdi quase todos os meus amigos. Não conseguia comer e perdi muito peso. Não conseguia dormir devido às ameaças constantes e, espiritualmente, não estava bem”, confessa ele sobre o período de maior fragilidade.

Aweis precisou deixar o país. Em outra nação, teve a oportunidade de cursar Teologia e aprendeu com Tertuliano, primeiro líder da igreja no Norte da África, que “o sangue dos mártires é a semente da igreja”. Com o apoio pastoral e os cuidados pós-trauma oferecidos pela Portas Abertas, Aweis conseguiu se reerguer.

Uma vocação inabalável

Para Aweis, o risco de morte é um elemento intrínseco à sua caminhada, mas não um impedimento. Sua força vem de uma entrega total.

Aweis não deseja apenas sobreviver, mas sonha que a liberdade religiosa seja uma realidade tangível na região do Chifre da África. “Minha visão para a igreja somali é que ela se torne uma parte comum e aceita da sociedade somali. E que chegue o dia em que você não perderá seus filhos ou cônjuge por causa de sua fé. Um tempo em que o governo não o colocará na prisão por causa de sua fé. Quero ver um dia em que haja aceitação para a igreja somali”.

Ele finaliza com um apelo que demonstra a ausência de amargura contra seus opressores, focando no potencial de transformação deles: “Orem para que sejamos mais fortes espiritualmente. Queremos que Deus abra os olhos deles. Saulo perseguia a igreja, depois se tornou Paulo. Esses perseguidores poderiam levar o evangelho por todo o Chifre da África se seguissem a Jesus. Portanto, não temos raiva deles”.

Fortaleça a igreja no Chifre da África

No Chifre da África, seguir a Jesus pode custar a própria vida. Sua doação socorre cristãos perseguidos com discipulado e cuidados pós-trauma. Doe agora e ajude nossos irmãos a resistirem.

Rodapé de página da internet com foto de um cristão olhando para o horizonte. Na imagem está escrito? Disicpulado e cuidado pós-trauma para cristãos no Chifre da África