Corpo de Guardas da Revolução Islâmica é considerado organização terrorista
Publicado em 10 fev 2026

A União Europeia considerou formalmente o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) do Irã, conhecida como Guarda Revolucionária Iraniana, como uma organização terrorista, um movimento que reflete o reconhecimento do papel do CGRI na repressão que acontece no país.
Essa decisão vem em resposta às prisões em massa, invasões violentas e intimidações praticadas pelo grupo. Em anos recentes, a CGRI tem intensificado suas ações contra as igrejas domésticas, considerando os cultos como ameaças à segurança. Cristãos locais reportam invasões a suas casas sem mandados de busca, humilhações durante prisões e pressão jurídica para garantir sentenças mais pesadas, colocando a fé como uma oposição ao Estado.
Os efeitos dessa repressão são sentidos além das fronteiras do Irã. Na Suécia, uma igreja lamentou a morte de Ehsan Afshari-Manesh, um cristão iraniano de 39 anos. Após viver por anos na Suécia, ele voltou ao Irã para visitar sua família e, ao tentar voltar para a Suécia, foi proibido de deixar o Irã. Após participar pacificamente dos protestos que aconteciam no país, o cristão desapareceu.
Dias depois, a família encontrou o corpo de Ehsan. Ele estava quase irreconhecível devido às agressões.
Violência afeta milhões de iranianos
Em outro caso, na ilha de Qeshm, Zahra Arjomandi, uma cristã de 51 anos, também foi alvejada durante os protestos. Quando as forças de segurança abriram fogo, ela foi atingida após ser separada brevemente de seu filho. Ao encontrar a mãe com ferimentos críticos, o jovem levou Zahra ao hospital, mas ela não resistiu. Autoridades ficaram com o corpo da cristã durante dias antes de enterrá-la, negando um velório público à família.
Desde dezembro de 2025, os protestos no Irã estão sendo combatidos com força letal, prisões em massa, desaparecimentos e execuções. Milhões de iranianos estão sendo afetados pela violência, direta e indiretamente.
Os cristãos permanecem ao lado dos cidadãos, pagando o mesmo preço em busca de liberdade e justiça e sendo acusados de lealdade a outros países e “cooperação com o inimigo”. Nesses momentos de aflição, a fé torna os seguidores de Jesus alvos ainda mais fáceis.
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