Cristãos ucranianos temem consequências da invasão russa ao país

Igrejas cristãs na Ucrânia podem passar a atuar secretamente

| 24/02/2022 - 12:00

Mais de dez cidades ucranianas, inclusive a capital Kiev, estão sob ataque da Rússia

Mais de dez cidades ucranianas, inclusive a capital Kiev, estão sob ataque da Rússia


Na noite desta quarta-feira (23), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação militar no Leste da Ucrânia. No entanto, o ataque foi além da região de Donbass e mais de dez cidades ucranianas, inclusive a capital, Kiev, estão sob ataque. 

A história da Ucrânia é complexa, há pouco mais de 30 anos o país se tornou uma nação independente da Rússia, mas a instabilidade política e as crises internas se intensificaram recentemente. A Ucrânia nunca foi uma nação caracterizada pela uniformidade, o Noroeste do país é formado predominantemente ucraniano, enquanto o Sudeste tem maioria russa.  

Os cristãos na Ucrânia não esqueceram o que é ser perseguido. Antes mesmo da invasão russa, igrejas na parte ocidental do país já se preparavam para essa possibilidade. Elas reorganizaram a entrada, que agora deve ser pela parte oriental. Os cristãos da região ocidental disseram que apoiarão os irmãos e irmãs em Cristo das outras partes da Ucrânia.  

O presidente do Seminário Teológico Batista Ucraniano, Yarsolav Pyzh, disse que os cristãos da região ocidente do país estão dispostos a abrir as casas e igrejas para apoiar outros seguidores de Cristo. No Leste da Ucrânia, as igrejas batistas estão preparadas para atuar secretamente caso a Rússia assuma o controle dessa parte do país, disse Pyzh.  

"Historicamente, tivemos essa experiência sob a União Soviética. Então a igreja na Ucrânia não esqueceu o que significa ser perseguida. Vamos nos reorganizar e continuar fazendo o que sempre fizemos, que é pregar o evangelho", afirmou o pastor. 

Atividades cristãs ilegais 

Na Ucrânia, as igrejas na região oriental de Donbass estão sob crescente pressão desde 2014, quando protestos contra o governo levaram a uma revolta apoiada pela Rússia nas províncias de Donetsk e Luhansk, onde os rebeldes estabeleceram repúblicas autoproclamadas independentes. A guerra entre separatistas apoiados pela Rússia e o governo em Kiev, capital ucraniana, ao longo dos anos fez com que milhões de pessoas fugissem de suas casas e milhares de outras pessoas fossem mortas, causando uma crise humanitária. 

As autoridades de ambas as repúblicas impuseram regras, exigindo que organizações religiosas se registrassem. Uma lista de dezembro de 2019 com 195 organizações religiosas registradas pelas autoridades de Luhansk mostrou que nenhuma permissão havia sido concedida a comunidades protestantes. 

Em junho do ano passado, três igrejas cristãs foram proibidas de funcionar pelas autoridades da República Popular de Donetsk e outras tiveram seus edifícios confiscados. Em agosto, livros de Charles Spurgeon e Billy Graham foram colocados em uma lista de literatura "extremista" proibida por um tribunal na República Popular de Luhansk. 


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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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