Governo quer proibir livre pastagem para conter ataques

A violência voltou ao estado de Platô, onde segue a crise entre pastores de cabras fulani e agricultores cristãos

| 13/12/2017 - 00:00


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Depois de um período de relativa calma, a violência voltou ao estado de Platô, no Cinturão Médio da Nigéria. No dia 7 de novembro, nove homens foram mortos a tiros, e no dia 13 dois outros foram mortos numa emboscada. No dia 30 de novembro, quatro pessoas foram mortalmente feridas, quando pastores de cabras fulani abriram fogo numa mina, no vilarejo de Jol. 

O governador do estado de Platô, Simon Lalong, revelou que alguns dos responsáveis pelos ataques foram presos, embora não quisesse identificá-los publicamente como fulani. “Alguns estão sob nossa custódia, e os agentes de segurança estão procurando outros. Depois publicaremos as prisões”, disse o governador no dia 8 de dezembro, quando uma delegação de líderes cristãos se reuniu com ele em Jos, capital do estado. 

O governador disse que está trabalhando no sentido de implementar a proibição de livre pastagem no estado, o que evitaria que os pastores de cabra fulani levassem o gado para pastar em áreas que não lhes pertencem. A proibição já vigora em outros estados (como Ekiti e Benue). Muitos cristãos já perderam a vida ou tiveram suas propriedades destruídas devido à pastagem indiscriminada em terras agrícolas. No dia 5 de dezembro, um grupo denominado Jovens do Platô G-17 por Paz e Progresso marchou em frente à assembleia legislativa, vestidos de preto e segurando cartazes que pediam a proibição da livre pastagem. O porta-voz da assembleia legislativa disse que vão estudar a proposta cuidadosamente.

Contrapartida fulani

No entanto, um grupo fulani alertou a assembleia legislativa a não aceitar a proposta, o que poderia causar problemas. Em nota, o grupo disse: “A Constituição, que é a suprema lei, garante liberdade de movimento e o direito de os cidadãos morarem em qualquer lugar do país e se envolver em qualquer negócio legal, sem restrições ou obstáculos”. O secretário-geral de uma outra organização fulani disse: “Tentar confinar os fulani a um lugar é um convite à anarquia, o que seria equivalente a proibir o modo de vida de um povo”. Seu argumento se fundamenta no fato de os fulani serem nômades. 

Apesar dos alertas dos grupos fulani, os jovens do Platô prometeram prosseguir exigindo que o projeto de lei seja aprovado. Teme-se que essa atmosfera se degenere em mais violência em Jos e arredores, se não for conduzida apropriadamente. Ore por uma solução para esse problema, que já gerou tantas mortes e perdas para nossos irmãos nigerianos. Clame para que Deus incline o coração das autoridades e homens da lei para uma decisão justa. Peça que a igreja seja fortalecida em meio a tudo isso. 

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