Há 61 anos, o Mali se tornava independente

Os cristãos no país lidam com a perseguição vinda, principalmente, de grupos extremistas

| 22/09/2021 - 06:00

As mulheres e meninas cristãs são mais vulneráveis no Mali e podem enfrentar abuso e casamento forçado (foto representativa)

As mulheres e meninas cristãs são mais vulneráveis no Mali e podem enfrentar abuso e casamento forçado (foto representativa)


No dia 22 de setembro de 1960, o Mali se tornou independente da França. A República do Mali é o sétimo maior país da África e faz fronteira com Argélia, Níger, Mauritânia, Senegal, Costa do Marfim, Guiné e Burkina Faso. No final do século XIX, o Mali ficou sob o controle da França, tornando-se parte do Sudão francês. Em 1960, o Mali conquistou a independência, juntamente com o Senegal, tornando-se a Federação do Mali.  

 
Um ano depois, a Federação do Mali se dividiu em dois países: Mali e Senegal. Depois de um tempo em que havia apenas um partido político, um golpe em 1991 levou à escritura de uma nova Constituição e à criação do Mali como uma nação democrática, com um sistema pluripartidário. Quase a metade de sua população vive abaixo da linha de pobreza, com menos de 1 dólar por dia e os cristãos no país enfrentam hostilidade. 

 

Como é a perseguição aos cristãos no Mali? 

O Mali era um país relativamente tolerante para os cristãos, devido ao maior registro de liberdades democráticas e civis em comparação a outros países de maioria muçulmana da região. No entanto, a guerra civil e a oportunidade que ela proporcionou aos grupos militantes islâmicos mudaram a situação e apresentam um sério risco e desafio para os cristãos. Atualmente, o país ocupa a 28ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2021. 

 
Meninas e mulheres cristãs estão sujeitas a abuso sexual, casamentos forçados e precoces, além de não terem acesso à educação. Isso é comum principalmente no Nordeste do país. Embora haja leis nacionais que protegem meninas e mulheres em geral, normas e práticas tradicionais e culturais tornam mulheres mais vulneráveis a tais tratamentos. 

 
Homens e meninos cristãos no Mali estão particularmente sujeitos a ataques físicos violentos por causa da fé. A pobreza generalizada em um dos países mais pobres da África pode tornar muitos, particularmente homens e meninos, vulneráveis a manobras de recrutamento de grupos extremistas islâmicos. Aqueles que vivem em áreas rurais e remotas são especialmente suscetíveis ao recrutamento forçado por grupos violentos.  

 
Pedidos de oração 

  • Neste Dia da Independência do Mali, ore para que o governo tenha sabedoria para governar com justiça e foque na resolução dos problemas do país. 
  • Interceda por força, coragem e esperança para os cristãos lidarem com radicais islâmicos e a perseguição no país. 
  • Clame pelos parceiros da Portas Abertas no país, para que sejam abençoados e continuem a propagar o evangelho. 

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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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