Adolescente encontra nova vida no batismo

Com grande festa, 13 adolescentes da Casa Visão Ágape (um centro infantil mantido pela Portas Abertas na Colômbia) foram batizados no dia 12 de setembro.

As quatro meninas e os nove meninos proclamaram publicamente sua decisão por Cristo após dois meses de preparo bíblico e de participação em aulas práticas quinzenais. Professores e tutores se alegraram em ouvir testemunhos e, com lágrimas de alegria, ouviam os adolescentes expressando o desejo de refletir o caráter de Deus.

Depois do batismo, cada adolescente recebeu uma camiseta na qual estava estampado: “Não me envergonho do evangelho”.

A história de Bryan

Depois de seu batismo, Bryan, um menino de 13 anos de La Macarena, expressou uma alegria que nunca tinha mostrado nos aproximadamente dez meses em que viveu na Casa Visão Ágape. Ele veio se refugiar na casa em janeiro de 2008, depois que seu irmão mais velho – Andrey, de 14 anos – foi levado pelas guerrilhas em novembro de 2007. A mãe de Bryan não queria perder outro filho.

Bryan, misteriosamente, levantou sua mão quando George, o pastor da Casa, perguntou quem queria ser batizado. Sem saber bem o que aquilo significava, Bryan simplesmente desejou estar entre os “batizados” porque pensou que esse era um evento que não gostaria de perder.

Fanny, sua mãe, o havia ensinado a acreditar em Deus; ela nunca teve fundamentos bíblicos profundos que a permitissem explicar coisas como o significado do batismo ou o porquê de a família sofrer tragédias. Ela achou difícil entender porque as guerrilhas mataram seu filho, Marlon, 18 anos, quando ele foi visitar seu pai na fazenda, ou por que sua filha, Xiomara, 16 anos, não voltou para casa depois de ser recrutada por guerrilheiros quase 4 anos atrás.

Mesmo Bryan não esperando por isso, essas questões foram respondidas por Bryan durante as quatro aulas de estudo bíblico que teve como preparação para o batismo. Quando Bryan terminou o estudo, George o perguntou se ele realmente queria participar da cerimônia do batismo. Para sua surpresa, Bryan respondeu: “No início eu não entendia o que isso significava, mas, durante as aulas, entendi o significado do batismo e o que Deus quer fazer com minha vida… Eu quero ser batizado!”.

Depois, na sua vez de dar testemunho antes do batismo, Bryan disse publicamente: “O Senhor me mudou e, o que eu estou vivendo, Ele tem permitido para seu propósito especial”.

Alegria inexprimível

Imediatamente após sair das águas do batismo, sua face brilhava de alegria e suas palavras eram testemunho de que alguma coisa profunda aconteceu a ele. Esse rapaz, que veio de um dos lugares mais violentos do país, retomou a busca pelo Deus de seus anos de infância, quando ele jejuava, orava e ia à igreja. Agora, Bryan sentia que tinha encontrado Deus e, com Ele, esperava as respostas para as dúvidas que até mesmo seus pais não estavam aptos a responder.

Depois que ele saiu de casa, uma depressão profunda se apoderou da família de Bryan. Mesmo sendo cristã, Fanny precisa de restauração, como ela disse: “A dor de perder meus filhos é algo que eu não consigo superar, mesmo quando eu tento sorrir para outros”.

Fanny vive em La Macarena, em um lugar que experimenta falta de trabalho, fechamento de igrejas e pastores sob extrema pressão. Comunicação e transporte terrestre entre as cidades estão bloqueados por guerrilheiros. Quando o clima possibilita que transportes sejam feitos, as guerrilhas fecham as estradas. Agora as pessoas usam aviões para se comunicar com fora da suas áreas.

Mesmo sendo muito jovem, Bryan entende a situação na sua região. De acordo com os tutores e os professores, ele fala de maneira diferente após seu batismo. Seu pessimismo tem desaparecido. Há dois meses, ele planejava sair da Casa, mas, agora, ele quer continuar crescendo no conhecimento de Deus. Ele espera que seus irmãos voltem, e quer estar preparado para recebê-los.