Iêmen completa 31 anos de unificação

Cristãos enfrentam as consequências da guerra civil e da COVID-19 no país

Em 1990, no dia 22 de maio, acontecia a unificação do Iêmen. A República Democrática Popular do Iêmen (Iêmen do Sul) e a República Árabe do Iêmen (Iêmen do Norte) formaram apenas um país. Mas, trinta e um anos após a união, o país está prestes a se dividir novamente. Os conflitos armados, as reivindicações regionais e as interferências estrangeiras colaboraram para que o país se tornasse o mais pobre da Península Arábica.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, 24 milhões de iemenitas necessitam de ajuda para sobreviver, o que equivale a 80% da população. Mais de 3 milhões estão deslocados pelo território em busca de um lugar seguro para continuarem a viver.

Nesse contexto, não há muitas maneiras possíveis para lidar com a pandemia da COVID-19 no país. O sistema de saúde foi destruído pelos conflitos e nos campos de deslocados não há espaço suficiente para que as pessoas fiquem isoladas. Lá, os desabrigados já lutam contra a fome e os surtos de cólera e malária. Porém, a situação pode piorar para os cristãos ex-muçulmanos, que são a maioria da igreja local.

O Iêmen está na 7ª colocação da Lista Mundial da Perseguição 2021, com 87 pontos. Como os cristãos são de origem islâmica, a maioria precisa manter a nova fé em segredo. Eles estão sujeitos à detenção e a interrogatório das autoridades, além disso são ameaçados de morte pelos familiares e integrantes de grupos radicais. Os homens e mulheres convertidos casados com muçulmanos podem ser obrigados a se divorciar e perder a guarda dos filhos.

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