Influenciadores se encontram com cristã perseguida da Coreia do Norte

A Portas Abertas convidou personalidades do meio evangélico a "serem a voz dos que não têm voz" e um com eles

| 04/04/2019 - 06:00

Personalidades cristãs se reuniram na sede da Portas Abertas para ouvir o testemunho da cristã perseguida Hea-Woo

Personalidades cristãs se reuniram na sede da Portas Abertas para ouvir o testemunho da cristã perseguida Hea-Woo


Ontem (3), a Portas Abertas realizou um café da manhã com alguns influenciadores do meio evangélico brasileiro. O objetivo do evento foi convidar essas personalidades para se envolverem ainda mais e multiplicarem a causa dos mais de 245 milhões de cristãos que são perseguidos no mundo somente por seguirem a Jesus.

Quando passamos a desejar as tempestades
O público teve o privilégio de ouvir o testemunho de Hea-Woo, que ficou presa em campos de trabalho forçado na Coreia do Norte por ser cristã. O país, além de ser o mais fechado do mundo, é também o que mais oprime os cristãos. “Quando estava na prisão, sendo torturada a ponto de desistir, clamei ao Senhor e ouvi sua doce voz: ‘Minha filha pense no sofrimento de Cristo. Hoje eu te farei andar sobre as águas’. Jesus estava comigo o tempo todo. Ele estava comigo no meio do sofrimento”, garantiu.

Hea-Woo também compartilhou um pouco de como Deus amadureceu seu relacionamento com ela enquanto estava presa. “Quando vinham as tempestades, eu pensava: os pássaros têm seus ninhos, as raposas suas tocas, mas eu não tenho onde me cobrir da chuva”. Porém, ela ouviu a voz de Deus, que lhe disse: “Quando você estiver com frio e a ponto de desistir, louve a mim”. Assim, Hea-Woo começou a louvar a Deus no meio da chuva. “Os guardas não podiam me ouvir! Quando eu começava a louvar ao Senhor, todo o frio e toda dor que eu sentia iam embora. Assim, passei a desejar as tempestades.”

Ainda na prisão, Deus já trabalhava em Hea-Woo a vontade de fazê-la um instrumento dele: “O Senhor me disse: ‘Compartilhe e se santifique’. Então, eu comecei a compartilhar a minha porção de milho com as demais presas. Eu não tinha o suficiente, mas mesmo assim entendi que era melhor dar do que receber”. Ao finalizar, a cristã compartilhou que mesmo na prisão pedia que o Senhor a usasse: “Eu pedi ao Deus que me libertou que me levasse aos confins da terra para testemunhar do amor dele. Queria ser uma trombeta do Senhor!”.

“Precisamos aprender com elas a amar melhor”
O cantor Thiago Grulha foi um dos convidados e compartilhou: “Recebemos muita informação que forma algo em nós, principalmente uma sensação de ‘meu Deus, o que está acontecendo e eu não estou percebendo?’. Uma pessoa ser presa, ser levada a extrema tortura, ser colocada em um ambiente insalubre, tudo porque ela crê e ama a Jesus. E o interessante da história é que normalmente pensamos que a perseguição acontece contra alguém que é muito engajado, que está fazendo grandes coisas. Mas no caso dela, não estamos falando de uma estratégia de evangelização, estamos falando de uma mulher que é presa porque quer orar, cantar, segurar uma Bíblia na mão. Para mim, ficam as expressões de alguém que apesar de tudo que passou, mantém uma alegria e satisfação em Cristo Jesus. Com certeza eu saio daqui desafiado a dizer para as pessoas que Deus está se movendo, o que ele está fazendo entre os cristãos perseguidos e como conta com as nossas orações para que eles não se sintam abandonados. A nossa oração não é só um instrumento de libertação, é também uma prova do abraço de Deus. Que em nome de Jesus a gente possa se mobilizar para amar essas pessoas e aprender com elas a amar melhor”.

“Eu costumo dizer que um cristão neste mundo nunca vai ser completamente feliz, a não ser que ele seja um egoísta. Se ele abrir a janela verá dor, é na dor do próximo, servindo ao próximo que a gente entende tudo o que a gente crê, toda a nossa teologia; e é cumprindo a missão que nós compreendemos o amor de Cristo", afirmou o pastor Zé Bruno, um dos fundadores da Banda Resgate.

“Foi impactante e impressionante, eu sabia que existia a perseguição, mas não desse jeito. Ouvir este testemunho foi incrível, um renovo para minha fé e forças. Às vezes, vêm os problemas tão pequenos e a gente fica tão fraco e ver o que ela passou é algo surreal”, disse Wiliquer Aljona Labate, assessor do Daniel Araújo, conhecido como Paxtorzão.

Eles precisam de vozes que clamem por eles
O pastor Carlos Alberto Bezerra Júnior, atual secretário municipal de esportes, também esteve presente e contou sobre seu relacionamento com a causa: “A Igreja Perseguida é uma das causas da minha vida, eu acompanho o trabalho da Portas Abertas desde a minha infância. A presença da Hea-Woo, neste momento no país, é muito importante porque ela dá voz, ela encarna a realidade de milhares de cristãos perseguidos ao redor do mundo, sem que a maioria esmagadora dos cristãos saiba o que está acontecendo”.

Ele aconselha os cristãos a se solidarizarem, orarem, e se moverem em prol daqueles irmãos que hoje são perseguidos: “Nós precisamos recuperar a perspectiva cristã do martírio, do sofrimento. Esses homens e mulheres precisam ser encontrados, apoiados e precisam de vozes que clamem por eles, para que cessem as barbáries e as violações de direitos humanos que eles enfrentam”.

O cantor e pastor Adhemar de Campos reforça o conselho ao pedir que as igrejas abram espaço para falar da importância e existência dos mais de 245 milhões de cristãos perseguidos, lembrando que o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) é uma ótima oportunidade para se engajar.


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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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