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Jihadistas deixam mortos e casas incendiadas no Níger 

Autoridades nigerinas não conseguem conter a violência jihadista

Publicado em 18 set 2025

A insurgência jihadista tem avançado na fronteira entre Níger, Burkina Faso e Mali (foto representativa)

Homens armados em motocicletas mataram 22 pessoas, a maioria delas participando de uma cerimônia de nomeação de bebês, em um ataque no Oeste do Níger, segundo a BBC. Um morador disse à agência francesa AFP que 15 pessoas foram mortas durante a cerimônia na região de Tillabéri, que faz fronteira com Mali e Burkina Faso, antes de os agressores se deslocarem para outro local e matarem mais sete pessoas. 

“Enquanto as pessoas estavam na cerimônia, homens armados abriram fogo, semeando morte e terror”, disse o ativista local de direitos civis Maikoul Zodi nas redes sociais. O governo militar do Níger tem enfrentado dificuldades para conter a violência jihadista na região, perpetrada por grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico

Região com mais ‘mortes por terrorismo’ do mundo  

Na semana passada, a Human Rights Watch afirmou que grupos jihadistas aumentaram os ataques no Níger desde março, matando mais de 127 pessoas. Dezenas de casas foram saqueadas e incendiadas no mesmo período e a região se tornou a com maior registro de mortes por terrorismo no mundo, segundo a organização. 

Foi denunciado também que as autoridades não responderam adequadamente aos alertas de ataques e ignoraram os pedidos de ajuda dos moradores. O Níger está sob controle militar desde 2023, quando o general Abdourahmane Tchiani depôs o presidente eleito Mohamed Bazoum. Burkina Faso e Mali, que enfrentam a mesma insurgência jihadista, também são governados por líderes militares e têm enfrentado dificuldades semelhantes para conter o problema. 

“Grupos armados islamistas estão atacando a população civil no Oeste do Níger e cometendo abusos horríveis”, disse Ilaria Allegrozzi, pesquisadora sênior da Human Rights Watch para o Sahel.  

“Eu estava me preparando para a oração da manhã quando ouvi os tiros. Um após o outro, eles se aproximavam cada vez mais. Apenas corri com minha família em direção ao mato… Os disparos duraram até cerca das 8h. Do nosso esconderijo, vimos chamas saindo do povoado e soubemos que toda nossa propriedade havia sido destruída”, relatou um pastor local. 

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