Jovem somali sonha em ser embaixador de Cristo

No entanto, como cristão ex-muçulmano, oculta a conversão da família

| 20/02/2020 - 15:30

Na Somália, muitos jovens sem perspectiva de vida se tornam radicais islâmicos. Com Yusuf, foi diferente (foto representativa)

Na Somália, muitos jovens sem perspectiva de vida se tornam radicais islâmicos. Com Yusuf, foi diferente (foto representativa)


No Domingo da Igreja Perseguida, que acontecerá no dia 13 de setembro, nosso alvo é levantar a igreja brasileira para orar e contribuir com os cristãos ex-muçulmanos. Eles formam o maior grupo entre os cristãos perseguidos e precisam da nossa atenção. É glorioso saber que o Senhor tem alcançado muçulmanos com sua graça e verdade. No entanto, eles precisam ser apoiados para seguir na jornada, pois na maioria das vezes a decisão de seguir a Cristo vem acompanhada de perseguição.

Por isso, muitos cristãos ex-muçulmanos preferem manter a fé em segredo, como é o caso do somali Yusuf . Ele é o quarto filho da família e, desde pequeno, sempre fez o que todo menino muçulmano deveria fazer: ir à mesquita cinco vezes ao dia para orar, ir para a escola e recitar o Alcorão. O rapaz de 18 anos explica: “Seja você inteligente ou não, você simplesmente tem que decorar o Alcorão. Eu não desfrutei a infância porque esportes como futebol eram proibidos e considerados satânicos pelo fato de os jogadores vestirem shorts. Enquanto as outras crianças iam jogar, éramos forçados a ir para a mesquita memorizar o Alcorão ou ficar em casa”.

Yusuf tentava ser uma criança perfeita e desde pequeno aprendeu a odiar cristãos, acreditando que eles tinham corrompido a Bíblia e mudado a palavra de Deus. Ele tinha orgulho de ser muçulmano e se sentia muito superior aos cristãos. Depois ele deixou a cidade natal para continuar os estudos em uma cidade maior.

De evangelista do islã a cristão convicto

Na escola era um evangelista do islamismo e relembra: “Muitos vinham, mas depois saíam porque era muito difícil seguir todas as regras”. Um pouco depois, Yusuf ficou doente e teve que ficar internado por um mês. Seu pai arranjou uma família na mesma cidade da escola para Yusuf ficar enquanto se recuperava. O que ninguém sabia era que toda a família era seguidora de Isa (Jesus, em árabe).

Enquanto estava com a família que o recebeu, discutiu sobre religião por três dias e, quando voltou para a escola, levou uns livros para ler e entender a diferença entre o islã e o cristianismo. Ele tinha que ler discretamente, pois estava cercado de meninos muçulmanos que estavam se tornando cada vez mais radicais.

“Depois de seis meses [comparando os ensinamento do Alcorão e da Bíblia], eu tive que admitir que a Bíblia era a verdadeira palavra de Deus”, reconhece. Depois de três meses ele foi batizado e também passou por discipulado – tudo em secreto. Yusuf explica: “Até hoje meus pais não sabem que me tornei cristão. Quando volto para casa, nas férias, eles me tratam como muçulmano. É difícil contar para eles porque iria deixá-los chocados; além disso, eles seriam negligenciados pela comunidade e não quero gerar esse tipo de problema para eles”.

Apesar dos perigos e dificuldades, Yusuf permanece firme em sua decisão: “Antes eu me preocupava muito com meu futuro, mas depois que aceitei Jesus, sei que ele tem um bom plano para nós. Minha visão é me tornar um embaixador de Cristo para minha comunidade, para aqueles que nunca ouviram a palavra de Deus”, conclui o jovem cristão ex-muçulmano.

DIP 2020

Para apoiar cristãos ex-muçulmanos como Yusuf, cadastre sua igreja no Domingo da Igreja Perseguida. Envolva-se no maior movimento nacional de oração pela Igreja Perseguida. Sua participação faz toda a diferença para que nossos irmãos sigam firmes no propósito de andar com Jesus custe o que custar. Cadastre-se e seja um organizador do DIP em sua igreja.


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