Leis de blasfêmia são principal mecanismo de perseguição no Golfo

Um mínimo desentendimento religioso pode gerar processo e pena de morte

| 06/10/2014 - 00:00

Cristão foi processado por discordar de muçulmano em relação a história bíblica de Ló (foto representativa)

Cristão foi processado por discordar de muçulmano em relação a história bíblica de Ló (foto representativa)


Os três casos aconteceram  em um país do Golfo Persico que é lar de dezenas de organizações extremistas islâmicas. Isto é, onde a maioria dos casos de blasfêmia contra os cristãos foram apresentadas desde o início de 1980, época em que tais leis foram introduzidas pelo presidente.

Os tribunais concederam fiança para os suspeitos nas três situações, o que é raro  em casos de blasfêmia, dando origem à crença de que as acusações não têm fundamento.

No primeiro caso, um muçulmano apresentou um processo criminal contra um cristão por ele compartilhar a versão do Antigo Testamento da história de Ló, a partir do livro de Gênesis.

O incidente ocorreu no dia 23 de agosto. Naja Masih,  varredor aposentado, de 70 anos, estava sentado fora de sua casa com Shahid Mehmood, que dirige uma barbearia na rua de Masih.

Eles estavam discutindo as semelhanças entre a Bíblia e o Alcorão, quando Masih foi acusado e imediatamente entregue à polícia. Em seu primeiro relatório de informações (FIR, sigla em inglês), apresentado na Delegacia de Polícia Civil, o vizinho Mehmood afirmou que Masih tinha ferido seus sentimentos religiosos e, por isso, o processou.


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