Mudanças políticas no Cazaquistão não trazem liberdade religiosa

Apesar da renúncia do presidente, líderes de igrejas locais acreditam que alteração não fará diferença para cristãos

Contra o cenário de crescente descontentamento e desafios econômicos, o Cazaquistão, país da Ásia Central, passou por uma grande reforma governamental, mas cristãos não esperam que sua situação tenha nenhuma melhora tão breve.

Nursultan Nazarbayev, presidente do Cazaquistão de 30 anos, primeiro demitiu seu ministro – que culpa por protestos no país quanto a assistência social, incluindo habitação e desemprego – antes de decidir renunciar. No final de março, seu sucessor, Kassym-Jomart Tokayev, foi empossado como presidente interino até as próximas eleições.

Líderes das igrejas no Cazaquistão disseram a Portas Abertas que eles não esperam que a situação da liberdade religiosa melhore no governo de Tokayev, o antigo presidente do Senado que estudou em Pequim.

O declínio gradual em sua liberdade de adoração que começou sob o comando de Nazarbayev provavelmente vai continuar, eles dizem. Igrejas registradas são checadas com mais frequência e enfrentam um aumento de restrições. Líderes de igrejas não registradas disseram que está ficando mais difícil de se encontrarem.

No começo do mês de março, a polícia antiterrorismo interrompeu um culto pela manhã em uma igreja no sul da cidade de Taraz e multou dois membros da igreja, segundo relado do site Forum18. Foi a terceira operação em um mês em igrejas que pertencem ao Conselho de Igrejas Batistas, uma instituição que não é registrada oficialmente pelo governo.

O cristianismo no Cazaquistão era visto como uma religião russa e que “alguma mídia controlada pelo governo retrata o cristianismo protestante como uma ameaça a segurança e a sociedade”.

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