Seita "cristã" nega divindade de Jesus

| 11/08/2004 - 00:00


Sr. Xu Shuangfu, líder do controverso movimento chinês Três Graus de Servos (TGS), foi preso com outros noventa co-trabalhadores e seguidores em abril de 2004. Algumas reportagens estrangeiras classificaram o movimento TGS como uma rede de igrejas domésticas da Igreja Cristã Ortodoxa, que sofrem perseguição das autoridades comunistas. Entretanto, a evidência que emergiu desde a prisão sugere outra coisa.

De acordo com uma fonte do movimento, o TSG foi fundado no fim da década de 1980, na grande província rural de Anhui. Pelo ano 2000, reivindicava-se um grupo nacional de mais de um milhão de seguidores, com grande número de discípulos em Anhui, Sichuan e nordeste da China.

Xu Shuangfu, o fundador do TGS, tem mais ou menos 60 anos, embora que com sua barba ele pareça consideravelmente mais velho. Também é conhecido como Xu Shengguang, um nome que significa "luz sagrada". Os longos cabelos e barba são mais ligados ao tradicional sábio divino de idéias daoístas que ao cristianismo.

Fontes dizem que Xu viaja de lugar a lugar na máxima discrição. Todo lugar que ele fica durante a noite torna-se um "Santo dos Santos" proibido para os membros comuns da seita. Os evangelistas da TGS dormem no "Santo Lugar", enquanto crentes comuns encontram-se no então chamado "Pátio Externo".

Através desses arranjos, Xu afirma status divino. O Deus de Israel do Velho Testamento permitiu apenas ao sumo sacerdote que se aproximasse dEle (apesar de ser uma vez por ano) no mais secreto santuário do templo judeu.

A seita também afirma ser a única igreja verdadeira. De acordo com os ensinamentos de Xu, a salvação só pode ser obtida através da associação ao TGS.

Xu usa a parábola do talento, no capítulo 25 de Mateus, como a base para a igreja ser dividida em três graus de servos. Aqueles no mais alto grau são conhecidos como apóstolos. Xu identificou-se como o "Grande Servo", e a desobediência aos seus comandos é tida como desobediência ao próprio Deus.

Ele também reivindica poder absoluto como o único mediador entre Deus e o homem. Os seguidores são instruídos a não confessarem seus pecados diretamente a Deus, mas a Xu, substituindo assim Jesus com uma deidade humana.

A TGS tem um cruel sistema de controle sobre seus seguidores. Novamente de acordo com fontes que preferem não ser identificadas, aqueles que desobedecem Xu são espancados e os que ousam deixar a seita podem correr risco de morte. Xu e sua irmã têm acumulado muita riqueza, que vem dos seguidores através desse rigoroso sistema de controle e lealdade.

Não há dúvidas de que o governo chinês classificou erroneamente, na ocasião, certos movimentos de igrejas domésticas como seitas perigosas. Mas é inegável que tais seitas realmente existam na China.


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