Líder de igrejas domésticas continua preso

| 31/12/2004 - 00:00


A prisão no início de dezembro de um dos mais conhecidos líderes chineses de igrejas clandestinas causou uma onda de oração em toda a comunidade cristã e reforçou a visão de que um novo regime linha dura está por vir.

Zhang Rongliang foi preso no dia 2 de dezembro em Zhenghou, província de Henan, região central do país. Sua condição e localidade continuam desconhecidas, já que o contato com os associados dele tem sido difícil pelo fato da situação tensa envolvendo sua prisão.

O líder da igreja tem permanecido por quatro restrições na cadeia, com tempo servido variando de quarenta dias a sete anos. Sua primeira vez na prisão, em 1974, foi a mais longa de todas, passando sete anos no campo de trabalho de Xi Hua depois de ter sido sentenciado sob o crime de "contra revolução sob direção da religião".

Quando perguntado como que ele conseguiu passar por essas experiências na prisão, Zhang respondeu: "por causa da nossa fé e esperança, por causa da palavra que temos ouvido - que se nós resistirmos à perseguição, seremos recompensados. A graça de Deus se renova a cada dia".

Zhang é o líder sênior da comunidade Fengcheng, uma rede de igrejas domésticas. Zhang disse a um colaborador das Portas Abertas em 2002 que a comunidade tinha 10 milhões de membros.

Registros recentes da China observaram que Zhang estava passando por forte vigilância dentro e fora do país.

CompassDirect relatou que uma série de prisões e batidas policiais na China durante setembro e outubro indicaram que uma nova política rígida está por vir, mesmo com o governo demonstrando sua disposição em liberalizar sua política frente a religião. Cai Zhuohua, líder evangélico bem conhecido, estava entre os que foram presos e que passaram por sentenças extremamente duras por exercer o papel nas igrejas domésticas de distribuir literatura cristã.

CompassDirect também relatou que os oficiais chineses tinham declarado publicamente novas mudanças na política religiosa, mas há provas de que o regime emitiu três diretrizes internas em agosto a favor de um controle mais rígido frente à religião. Segundo uma revista chinesa, as novas diretrizes visam oprimir a conversão de membros do Partido Comunista, o crescimento da religião e de organizações religiosas no país e o aumento das atividades missionárias nos campus universitários.


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