Primeiro ministro do Vietnã assina segundo pacto de liberdade religios

| 24/06/2005 - 00:00


O primeiro ministro do Vietnã esteve em visita aos EUA em junho. Ele se encontrou com o presidente Bush e, enquanto as relações entre os dois países pode ser melhorada, a situação para os cristãos do país continua a decair.

A visita do primeiro ministro Phan Van Khai, a primeira feita por um primeiro ministro vietnamita desde o fim da guerra em 1975, acontece já que os EUA e o Vietnã estão procurando estreitar os laços econômicos.

Mas ninguém está convencido de que o governo vietnamita tem mudado sua conduta.

Ann Buwalda, diretor da Campanha do Jubileu, disse: "Estamos esperançosos de que o presidente Bush tomará uma postura forte e dirá: "primeiro você melhore seus direitos humanos e então podemos conversar sobre negócios"."

Centenas de cristãos vietnamitas estão atualmente na prisão por praticarem sua fé. A vasta maioria é de montagnards, uma minoria étnica das terras altas no norte e no centro do Vietnã. Mas os menonitas, os católicos romanos e até budistas são perseguidos pelo regime comunista do Vietnã.

Roger Severino, do Fundo Becket para Liberdade Religiosa, disse: "Ser um cristão no Vietnã hoje é correr risco de morte, de ser preso, de perder sua família e seu sustento por causa de seus credos religiosos".

Os EUA e o Vietnã concordaram, em maio, que o Vietnã começaria a permitir uma maior liberdade religiosa. Mas, desde o acordo, pouca coisa mudou. Apenas alguns cristãos foi solto da prisão e muitos são forçados a renunciar a sua fé.

Uma mulher de 80 anos, cristã, foi recentemente arrastada de sua casa e espancada por bandos vietnamitas.

Kor Ksor, o fundador da Fundação Montagnard, disse: "Ela louva a Deus porque quer ser salva, então, quando morrer, ela estará com o Senhor".

Na seqüência de sua reunião na Casa Branca, o presidente Bush disse que ele e o primeiro ministro Khai já assinaram outro acordo que torne mais fácil às pessoas cultuar livremente no Vietnã.
Eles também discutiram a possível admissão do Vietnã na Organização Mundial do Comércio. Mas, de acordo com alguns legisladores, antes que isso possa acontecer, a atitude do Vietnã em relação aos direitos humanos tem que mudar.

Chris Smith comentou: "O Vietnã precisa agir como um parceiro específico dos Estados Unidos, como gostaríamos que ele fosse, tratando seus cidadãos, até aqueles que discordam das políticas governamentais, com respeito e dignidade".

A visita do primeiro ministro a Washington providenciou um ambiente para os oponentes de seu regime compartilharem suas histórias. Vários testemunharam no Capitol Hill e outras centenas participaram de debates na Casa Branca e na Praça da Liberdade. Todos tinham a mesma mensagem: liberdade e liberdade religiosa para o Vietnã.


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