Aumenta o número de evangélicos mexicanos

| 22/07/2005 - 00:00


Dados do Instituto Nacional de Estatística, Geografia e Informática (INEGI), e da Secretaria de Governo, mostram que cerca de 4 milhões de mexicanos são membros das igrejas evangélicas, constituindo a primeira força religiosa não-católica do país.

Os estudos revelam que nos últimos 30 anos as confissões não-católicas triplicaram o número de fiéis, passando de 3,8% da população nos anos 70 do século passado para 12% nos dias de hoje.

Alguns analistas defendem que o México vive uma nova etapa no exercício da liberdade e da tolerância religiosa. Os resultados do INEGI confirmam que o país continua sendo majoritariamente católico, confissão que abarca 88% dos mexicanos.

A informação foi divulgada pelo diário El Sol de Zacatecas. A matéria diz que os Estados com maior presença de católicos são Guanajuato, Aguas Calientes, Jalisco, Querétaro e Zacatecas, onde o catolicismo abrange 95% da população.

Em contrapartida, os Estados com menor número de católicos são Quintana Roo, com 73,2% de fiéis, Campeche, com 71,3%, Tabasco, com 70,4%, e Chiapas, com 63,8%.

As pesquisas assinalam que nem todos os que abandonaram o catolicismo adotaram outra religião. Indicam também que a religiosidade dos mexicanos diminuiu em termos gerais, como o demonstra o aumento dos que se declararam sem religião, categoria que subiu de 1,6%, em 1970, para 3,5%, em 2000.

As igrejas não-católicas com o maior número de seguidores são as evangélicas, com 3,8 milhões de pessoas. Em seguida vem as Testemunhas de Jeová, com 1 milhão de membros, os adventistas, com 489 mil, e os mórmons, com 205 mil. As igrejas protestantes contam com 323 mil presbiterianos, 196 mil batistas, 29 mil metodistas, 28 mil nazarenos e 11 mil menonitas.

O campo de ação da Igreja Católica é nacional, enquanto a maioria das religiões não-católicas concentra-se em regiões ou Estados específicos.

Presbiterianos, batistas, pentecostais e evangelicais localizam-se nos Estados do sudeste, onde a presença indígena é maior: Campeche, Yucatán, Chiapas, Quintana Roo, Tabasco, Veracruz e Oaxaca.

Em 1895, 99,1% da população do México eram católicos. A tendência registrada desde então reflete uma diminuição do percentual de católicos, queda essa que mostra maior incidência nas últimas três décadas.


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