Igrejas são fechadas por radicais

| 24/08/2005 - 00:00


O grupo de direitos humanos Christian Human (Cristão Humanos) e a Campanha do Jubileu reportaram recentemente que as igrejas em Java Ocidental, Indonésia, estão sendo fechadas por um grupo islâmico radical. Os membros do Conselho Indonésio de Ulemás (MUI), uma organização de clérigos muçulmanos apoiada financeiramente pelo governo indonésio, entrou em oito igrejas durante os cultos e ordenou que fossem fechadas.

A ação segue a aprovação de 11 fatwas - leis religiosas - pelo MUI. Observa-se largamente que a emissão das fatwas - que incluem a condenação de qualquer "ensinamento religioso influenciado pelo pluralismo, liberalismo e secularismo" - tem conduzido a população muçulmana contra todos os outros credos. Desde a emissão das fatwas no fim de julho, trinta e cinco igrejas foram fechadas em Java Ocidental.

O aumento nessa campanha de fechamento de igrejas também está ligado ao julgamento em curso de três mulheres cristãs que dirigiam um programa extracurricular chamado "Domingo Feliz" no distrito Indramayu em Java Ocidental. Elas são acusadas de "atrair crianças muçulmanas para as converterem ao cristianismo".

Um porta-voz da Campanha do Jubileu fez o seguinte comentário sobre o caso:

"O caso está sendo largamente visto pela comunidade cristã indonésia como um caso-teste o qual, se resultar no veredicto de culpa, abrirá um precedente perigoso. Esse é o primeiro caso a ser julgado sob o Ato de Proteção a Criança de 2003. Se as três mulheres forem consideradas culpadas, qualquer cristão que trabalhe com crianças muçulmanas em qualquer posição, em qualquer lugar da Indonésia, pode ser acusado de cristianização. Outros, entretanto, vêem o caso como uma mera cortina de fumaça para desviar a atenção para longe da agenda real do MUI: o fechamento de igrejas cristãs e a imposição da Sharia".

Até agora, uma congregação anglicana, uma presbiteriana, uma Assembléia de Deus, uma pentecostal e três outras congregações protestantes foram afetadas. Dois dias antes do evento, o MUI também fechou uma igreja Tabernáculo de Davi e um jardim de infância dirigido por cristãos em Turwakarta; e, possivelmente, oito outras igrejas já foram visadas.

Isso sugere que o MUI está agindo no estilo de organização da Máfia dentro de Java Ocidental, já que a sua influência está penetrando toda a Indonésia. A Campanha do Jubileu relatou que o MUI é responsável por influenciar os líderes da comunidade muçulmana a recusarem uma permissão de planejamento a essas igrejas, permitindo que o MUI entre e assine seu fechamento.

Quando o ex-presidente indonésio Gus Dur escreveu recentemente uma carta à polícia de Hargeulis, Indramayu, Java Ocidental, para protestar contra o extravio da justiça no caso das três mulheres, a resposta veio não da polícia, mas do MUI local.

A Campanha do Jubileu diz condenar a contaminação da justiça no caso de Indramayu e o fechamento das igrejas.

Do caso de corte, a diretora do Jubileu Ann Buwalda disse: "Esse precedente legal (no caso de um veredicto de culpa) afetará qualquer minoria religiosa e criará o caos e a discórdia em toda a nação, para qualquer cristão que, eventualmente, dê tratamento a crianças em uma vizinhança cristã e tiver uma criança muçulmana entre os receptores. Isso erodirá o tecido da civilidade na sociedade, uma vez que qualquer generosidade pode ser interpretada como uma "sedução" e pode levar à prisão e acusação do bem-feitor cristão".

Ann ainda disse que "o processo contra as três mulheres encorajou os islâmicos. O veredicto de culpa ameaça a liberdade de reunião e a liberdade de religião, e até o ato de ser bom com alguém de outra fé religiosa".

Ela declarou que o governo precisa ser pressionado a recusar mais fundos do MUI, já que eles seguem políticas que restringem os direitos humanos e civis das minorias religiosas.


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