Cristãos engajados no ministério da reconciliação

| 03/09/2005 - 00:00


O presidente da Federação Luterana Mundial (FLM), bispo Mark Hanson, fez um chamado às igrejas e aos cristãos para que contribuam com o ministério da reconciliação. Hanson abriu os trabalhos do Conselho Diretor do organismo internacional, reunido em Jerusalém.
 
A reconciliação deve ser vista como um dom de Deus e como um mandato que a Igreja deve cumprir, derrubando os muros que dividem uns aos outros na sociedade e criando condições para relações sustentáveis com o lar planetário, disse Hanson.
 
O bispo Hanson também preside a Igreja Evangélica Luterana dos Estados Unidos (ELCA, sigla em inglês). Ele apresentou suas reflexões sobre a reconciliação ao Conselho, órgão diretivo máximo da FLM entre as assembléias, e que está reunido no Centro Internacional de Belém até 6 de setembro.
 
Para o líder de mais de 66 milhões de luteranos no mundo, o ministério da reconciliação exige compromisso com a verdade e uma atitude profética que não minimize a realidade da situação. A verdadeira reconciliação, anotou, citando o prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu, expõe todo o horror, o abuso, a dor, a degradação, a verdade.
 
Em seu relatório ao Conselho, o bispo Hanson criticou a Teologia da Prosperidade, que promete ganhos financeiros e êxitos àqueles que seguem seus líderes. Também criticou os que nos Estados Unidos pregam uma religião que faz a gente se sentir bem, mas que difere da Boa Nova da reconciliação com Deus e do perdão pela graça de Deus mediante a fé.
 
O bispo lamentou a divisão observada entre alguns membros da FLM por causa da ação de igrejas pentecostais e fundamentalistas. Hanson expôs a necessidade de uma conferência ecumênica internacional para abordar o tema da interpretação cristã da Bíblia por causa da crescente influência entre as igrejas de uma leitura fundamentalista-literalista das Escrituras.
 
No contexto das tensões que reinam na igreja, da violência e divisão dentro e entre as nações e da destruição do meio ambiente, Hanson destacou como sinal de esperança a convergência de evangélicos conservadores, católicos-romanos, luteranos, anglicanos com o compromisso de lutar contra a fome, reduzir a pobreza no mundo e de cuidar do meio ambiente.
 
Hanson fez um chamado à solidariedade com os pobres. Dali proclamaremos a boa nova e nos comprometeremos em atos de compaixão e lutaremos pela justiça, concluiu.


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