O perigo de ser cristão no Natal

| 24/12/2005 - 00:00


Natal é um tempo de alegria para os cristãos. Mas, para vários deles ao redor do mundo, é época de sofrimento. Nina Shea, diretora do Centro de Liberdade Religiosa da Casa da Liberdade, escreveu sobre o assunto.

Ela disse que no Natal de 2000 na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo, terroristas bombardearam igrejas em 18 cidades, matando e ferindo milhares.

Já no Iraque, Nina disse que a Igreja São João, perto de Mosul, foi atacada no Natal do ano passado. Ela também diz que, em meses anteriores, militantes islâmicos bombardearam outras igrejas do sul, algumas durante o culto.

Já na Arábia Saudita, os cristãos não conseguem encontrar nenhuma igreja onde possam celebrar este Natal - elas são proibidas. Proíbe-se até os muçulmanos de desejarem aos cristãos "Boas Festas", muito menos um "Feliz Natal".

Os cristãos sofrem da mesma forma no Irã.

Já no Egito, que foi o refúgio para a família de Cristo da fúria de Herodes, os próprios cristãos estão fugindo. Em outubro houve uma longa semana de choques entre a igreja copta São George e uma multidão de quase 10 mil pessoas, inflamadas por boatos de blasfêmia.

Conforme Nina, os cristãos deveriam manter suas celebrações de Natal debaixo de sete chaves no Paquistão. Yousaf Masih, por exemplo, está preso por supostamente queimar um exemplar do Alcorão, embora todas os depoimentos e provas mostrem o contrário.

E enquanto a China produz e exporta luzinhas e enfeites de Natal, prende os cristãos que realizam cultos ou que pregam sem a aprovação do Estado. O bispo católico Tiago Su Zhimin, por exemplo, vai completar este ano seu 27º Natal na prisão.

Na Coréia do Norte, segundo Nina, o Natal está banido por quase meio século. Ela diz que nunca ninguém viu uma igreja lá. A maioria nem conhece as três igrejas do governo em Pyongyang, as únicas igrejas do país.

Ela conclui dizendo que o Natal é um tempo de grande sofrimento para essas comunidades, mas esses cristãos perseguidos comemoram o nascimento de Jesus dentro de suas celas, em suas igrejas domésticas ou no silêncio de seus corações. Por isso, também para os cristãos perseguidos, Natal é tempo de alegria.


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