China quer novo cardeal de Hong Kong longe da política

| 24/02/2006 - 00:00


O governo chinês fez um alerta para o novo cardeal católico de Hong Kong, D. Joseph Zen, dizendo que ele não deve se envolver em política.

Um porta-voz do governo disse que as autoridades chinesas tomaram conhecimento da nomeação e estavam alertando religiosos a não inferferirem em assuntos políticos.

Mas o novo cardeal, que é bastante crítico das políticas chinesas na questão de liberdades religiosas, disse que seu estilo vai ser difícil de ser modificado.

Tenho mais de 70 anos e há coisas difíceis de mudar, disse o futuro cardeal, que vai assumir o cargo no dia 24 de março.

As pessoas dizem que eu sou rebelde. Mas se você quer ajudar os menos privilegiados, tem que falar mais alto ou ninguém vai querer ouvir. Até a mídia vai ignorá-lo.

Liberdade

D. Joseph Zen é um dos 15 novos cardeais nomeados pelo papa Bento 16 na quarta-feira.

Ele disse que gostaria que houvesse uma reaproximação entre o Vaticano e o governo chinês, mas que completa liberdade religiosa na China ainda não é um objetivo fácil.

A Igreja Católica de Hong Kong opera separadamente da igreja patrocinada pelo Estado Chinês, que não reconhece a autoridade do papa.

D. Joseph Zen, que nasceu em Xangai e fugiu jovem da China comunista para o então protetorado britânico de Hong Kong, diz que não é ofensa para ninguém dizer que a situação na China não é normal.


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