Igrejas pedem fim das limitações a viagens de religiosos para Cuba

Portas Abertas • 23 mar 2006


A agência internacional de ajuda humanitária Serviço Mundial de Igrejas (SMI) encabeçou delegação de líderes religiosos que propôs a um grupo de congressistas e funcionários do governo norte-americano, na quarta-feira, 15, o cancelamento das medidas restritivas a viagens de religiosos para Cuba.

Os líderes religiosos pediram que terminem com as limitações impostas pelo Departamento de Estado e pelo Departamento do Tesouro nas viagens de trabalho eclesiástico que empreendem em suas viagens até a Ilha. Eles qualificaram tais restrições de tentativas de restringir a liberdade religiosa.

Participaram da reunião o diretor executivo do SMI, John McCullough; o secretário geral associado do Conselho Nacional de Igrejas, Tony Kireopoulos; Raquel Rodríguez, da Igreja Evangélica Luterana; Tricia Lloyd-Sidle, da Igreja Presbiteriana; Stan Hastey, da Aliança Batista; Félix Ortiz-Cotto, da Igreja Unida de Cristo e dos Discípulos de Cristo; Jorge Domingues e Jerald McKie, da Igreja Metodista Unida.

John McCullough também enviou cartas pedindo o fim das restrições à secretária de Estado, Condoleeza Rice, e ao secretário do Tesouro, John Snow. As cartas foram assinadas por 11 dirigentes das mais importantes organizações protestantes.

A controvérsia gira em torno da decisão dos departamentos de Estado e do Tesouro, que limitam a emissão de permissões amplas para representantes de agências e organismos eclesiásticos nacionais em suas viagens a Cuba.

Desanima-nos, e ainda mais, indigna-nos a perda dessas permissões, porque vemos isso como uma injustificada interferência e obstáculo à missão da igreja, e demandamos pelos direitos de nossas igrejas e organizações ecumênicas a continuarem nossa obra histórica em Cuba ; estes devem ser restaurados, protegidos e respeitados, disse McCullough.

O diretor do SMI acrescentou que a missão da igreja transcendeu longamente as ideologias políticas e as mudanças de governo, tanto em Cuba como em outras partes do mundo.

Desde 2004, a administração norte-americana adotou uma série de ações que restringem as viagens de cubanos-americanos que desejam visitar familiares em Cuba. As restrições também abrangem cientistas, pesquisadores acadêmicos, estudantes, e agora os organismos religiosos nacionais.

Nossa missão é clara: alimentar os que têm fome, cuidar dos órfãos e viúvas, confortar os enfermos e visitar os encarcerados. Temos sido amplamente uma expressão central do espírito americano de compaixão e de resposta em momentos de desastres naturais, sublinhou McCullough.

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