Cristãos de região autônoma chinesa enfrentam perseguição

| 29/08/2006 - 00:00


A polícia invadiu uma igreja doméstica em Liang Jiagou, distrito de Wudaqu, na cidade de Wuhai, na Região Autônoma de Mongólia Interior.

De acordo com a Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês), por volta das 8 horas do dia 19 de agosto, policias locais acompanhados de oficiais do Departamento da Frente Unida Local e do Comitê de Questões de Minorias Étnicas foram à igreja Liang Jiagou e confiscaram bens, incluindo bancos, um quadro-negro etc. Eles preveniram os cristãos de que eles não podiam se reunir a não ser no Movimento da Três Autonomias, igreja sancionada pelo governo.

A CAA também informou que, em 5 de agosto, Wu Guilan, uma missionária da Mongólia foi sentenciada pelo governo local a um ano de reeducação em um campo de trabalho forçado.

Em seu relatório, a CAA afirma: "Soube-se que a irmã Wu Guilan estava evangelizando o povo mongol em Yi Jin Huo Luo Flag, um distrito da Região Autônoma de Mongólia Interior. Ela pregava dizendo que o povo mongol não devia adorar Genghis Khan (o que era inútil), mas que devia adorar o Deus celestial. Ela também organizava várias atividades evangelísticas. A missionária de 50 anos foi presa pela Secretaria de Segurança Pública local em 27 de julho último."

A CAA diz que, em 5 de agosto, Wu Guilan foi sentenciada sob suspeita de organizar uma seita.

Contradição

"O ataque à igreja doméstica e a sentença da missionária na Mongólia Interior estão em contradição com as repetidas alegações de proteção das minorias e de liberdade religiosa do governo chinês", declarou o reverendo Bob Fu, presidente da CAA.

O documento de condenação de Wu Gulian declara que a Secretaria de Segurança Pública de Yi Jin Huo Luo Flag concluiu que: "Desde de julho de 2006, Wu Guilan está difundindo heresias entre as massas mongóis no território de Yi Jin Huo Luo Flag, dizendo que doenças poderiam ser curadas sem remédios, pela fé no Deus celestial, e que alguém poderia ficar rico sem trabalhar. Além disso, o estilo de vida tradicional dos mongóis não é bom, e que as pessoas deveriam acreditar no Deus celestial em vez de adorar Genghis Khan, o que é inútil. Ela também instigava outras pessoas a se envolver em atividades religiosas. Wu Guilan confessou todas essas acusações".

Diante disso, Comitê Administrativo de Reeducação através do Trabalho ratificou o crime. A declaração acrescenta: "O fato acima é comprovado pela confissão de Wu Guillan, as evidências e as testemunhas, assim como pela declaração das vítimas. Informamos a Wu Guilan que ela tem o direito de pedir uma audiência, e ela declarou que não faria a solicitação".

O Comitê concluiu que: "Wu Guilan foi de encontro à lei nacional de execução por organizar uma seita. O fato é claro, as evidências são abundantes". Com isso, proferiu a sentença, começando em 27 de julho de 2006, até 26 de julho de 2007.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Facebook
Instagram
Twitter
YouTube

© 2022 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE