Renúncia do rei do Butão traz esperança de mais liberdade religiosa

| 21/12/2006 - 00:00


Em uma surpreendente mudança política, o rei Jigme Singye Wangchuk abdicou do trono em favor de seu filho, o príncipe Jigme Khesar Namgyal Wangchuk, renovando a esperança de que a liberdade religiosa finalmente chegue a essa pequena nação himalaia. O rei deveria passar a coroa para seu filho apenas em 2008. A transferência de poder deveria ocorrer simultaneamente à primeira eleição democrática do país.

O rei anunciou sua decisão ao país em 9 de dezembro e ao resto do mundo em 14 de dezembro. Ainda não foi anunciada a data da coração oficial do príncipe.

O presidente da agência missionária Gospel for Ásia (GFA), K. P. Yohannan, está esperançoso de que a mudança leve mais liberdade religiosa ao país.

"Em todos os sentidos, o Butão é um país fechado, mas esse novo rei tem uma perspectiva diferente. Como seu pai, ele é viajado, e cursou parte de seus estudos na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Oramos para que o novo rei traga uma maior percepção do mundo para o Butão", disse Yohannan.

O príncipe está assumindo a liderança no momento em que o país está prestes a promover maiores mudanças. A monarquia Wangchuk governa o minúsculo país de menos de um milhão de pessoas por quase 100 anos. O rei começou a transição da monarquia para o parlamentarismo democrático em 1998, quando sinceramente abriu mão do poder absoluto. Desde então, o rei tem governado em conjunto com uma assembléia e um conselho real. Entretanto, nenhum desses membros foi eleito pelo povo do Butão.

Riscos para os cristãos

Existem apenas 3 mil cristãos nesse país que preserva com firmeza suas raízes budistas. É ilegal para um budista se tornar cristão e a construção de igrejas cristãs é proibida. Os cristãos no Butão podem praticar sua religião apenas em casa. Os que escolhem demonstrar abertamente que seguem Cristo podem ser expulsos do país e perder sua cidadania. Apesar da ameaça que paira sobre suas cabeças, missionários locais da GFA continuam trabalhando no Butão. O povo é receptivo ao evangelho e muitos têm recebido Jesus como seu Salvador.

A GFA mantém um seminário que treina missionários locais para atuar no clima espiritual hostil do Butão. A rádio da missão também transmite programas em cinco línguas faladas no país.

Yohannan pede a todos os cristãos que orem pelo Butão, especialmente pelos cristãos que vivem lá e que são perseguidos. Ele enfatiza que também são necessárias orações para que, enquanto se dá a transição para uma democracia, que o Butão se torne um país aberto, permitindo aos seus cidadãos uma completa liberdade religiosa.

"Nossas orações são para que o Butão se torne uma nação aberta, como temos visto acontecer no Nepal", diz Yohannan.


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