Polícia invade a casa de uma missionária em Pequim

| 22/12/2006 - 00:00


No dia 7 de dezembro, um grupo de policiais e outras pessoas não-identificadas, invadiram a casa de Xiu Ruibin, missionária de uma igreja doméstica em Pequim. As pessoas que estavam dentro da casa foram agredidas e a mobília foi destruída. Outro líder de igreja foi posto sob prisão domiciliar em Xiaoshan, nas vésperas do julgamento de oito líderes cristãos.

Alguns dias antes da invasão, alguns colegas de Ruibin foram agredidos por desconhecidos. Eles eram da província de Heilongjiang, e foram a Pequim para se queixar com o governo central sobre algumas ações ilegais do governo de sua região. Ruibin os abrigou em sua casa, onde pregou a eles o evangelho.

No dia 7 de setembro, um grupo de policiais, liderados pelo delegado An, foram investigar a casa de Ruibin. Eles ameaçaram os hóspedes e confiscaram suas carteiras de identidade.

Uma vez que a polícia não mostrou um mandado, ou qualquer outro documento oficial, Ruibin protestou. Não muito depois, An veio e pediu para entrar da casa de Ruibin novamente. Ela se recusou de novo porque o delegado não tinha nenhum mandado.

Furioso, An chamou diversos policiais e um grupo de baderneiros. Com medo de que seus hóspedes e sua família fossem feridos, Ruibin ligou para o serviço de emergência.

Mas a porta de ferro de sua casa foi rapidamente quebrada. Os vândalos invadiram a casa e destruíram todos os eletrodomésticos e a mobília. A filha mais velha de Ruibin, de 6 anos, ficou aterrorizada e chorou.

O marido de Ruibin, Zhang Honggang, está bastante preocupado com a segurança de sua esposa e dos outros membros da família. Isso porque quando alguém ofende um policial de sua região, essa pessoa não mais tem paz. Zhang pede para que os seus irmãos em cristo orem por eles. Ele espera resolver essa questão através de medidas legais e que assegurem a segurança de sua família. Mas, infelizmente, ele não pode contratar um advogado.

Segundo Ruibin, sendo ministra de uma igreja doméstica, costuma receber reuniões em casa, que sempre são interrompidas pela polícia. A polícia chaga a ameaçar com armas os cristãos.

Seqüestro preventivo

Também no dia 14 de dezembro, às vésperas do julgamento de oito líderes cristãos em Xiaoshan, na província de Zhejiang, outros dois líderes foram seqüestrados. Tu Shichang e Yu Fuliang foram raptados a caminho da igreja. A polícia se recusou a fazer a investigação que a família pediu, pois naquela mesma hora, foram liberados alguns cristãos que haviam sido detidos.

Três dias depois do desaparecimento deles, a polícia informou os membros da família que os dois cristãos estavam sendo mantidos em um hotel. Acredita-se que essa tenha sido uma ação preventiva, para impedir os cristãos de causarem algum problema durante o julgamento.

Foi confirmado que um líder de igreja doméstica em Xangai, Wang Mingwei, foi interrogado mais uma vez em 12 de dezembro pela segurança pública do distrito de Xuhui, sendo libertado no mesmo dia.

A igreja doméstica dele havia sido invadida em 9 de dezembro, e nos dias 13 e 14 desse mês, sua namorada foi pressionada pela polícia de segurança e por seu chefe a abandonar sua fé e a terminar o relacionamento com Mingwei.

Bob Fu, presidente da Associação de Ajuda à China, considera vergonhoso o que tem acontecido na igreja doméstica em Pequim, a cidade que hospedará as Olimpíadas de 2008. "O próximo julgamento de líderes inocentes em Zhejiang será considerado pela comunidade internacional um teste definitivo em relação à liberdade religiosa e à aplicação da lei na China."


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