Fim de ano com ataques para a Igreja chinesa

| 02/01/2007 - 00:00


Em 23 de dezembro, o líder de uma igreja doméstica da região autônoma de Xinjiang foi preso novamente, depois de ter sido libertado em 26 de novembro. Ele ficou 32 dias detido, antes de sua libertação em novembro.

O irmão Lou Yuanqi havia sido preso em 20 de outubro, por organizar e participar de reuniões cristãs na cidade de Qingshuihe, em Xinjiang.

Acredita-se que a sua prisão tenha sido uma forma de impedi-lo de preparar alguma celebração no Natal. O irmão Yuanqi está preso agora no Centro de Detenção do condado de Huocheng. Até o momento, nenhum membro da família de Yuanqi havia recebido qualquer notificação oficial mencionando os motivos de sua segunda prisão.

O presidente da Associação de Ajuda à China, Bob Fu, disse ter ficado preocupado com a "detenção arbitrária" do irmão Yuanqi. Ele pede que o governo de Xinjiang o liberte o mais rápido possível.

Culto de Natal é invadido

A Associação de Ajuda à China relatou também que uma celebração de Natal foi invadida em Pequim. Enquanto um grupo de aproximadamente de 150 jovens estava reunido em uma igreja doméstica no distrito de Haidian, duas dúzias de oficiais do comitê de segurança pública de Pequim e da polícia do Comitê de Assuntos Religiosos cercaram subitamente o prédio.

Essa igreja doméstica era antes pastoreada pelo pastor Cai Zhuohua, que está cumprindo uma sentença de três anos de prisão por imprimir Bíblias (veja aqui).

Todos os jovens presentes no culto foram filmados e obrigados a dar os números de suas carteiras de identidade. Os funcionários do governo consideraram aquela uma "reunião religiosa ilegal", e disseram ao grupo para não se reunir mais.

Igreja é fechada

No dia 19 de dezembro, uma igreja doméstica que havia sido recém-fechada fez um apelu ao governo contra seu fechamento. A igreja fora fechada ilegalmente por ordem do Comitê de Assuntos Religiosos local.

Essa igreja havia sido criada na cidade de Tongling pelo irmão Wang Xingquan em 1953. O Comitê de Assuntos Religiosos da região recorreu a medidas administrativas para forçar a igreja a se afiliar ao Movimento das Três Autonomias - a rede de igrejas do Estado. O Comitê de Assuntos Religiosos reteve o salário dos líderes da igreja e ameaçou despedi-los caso não se afiliassem ao Movimento.


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