Cristãos indianos vão às ruas em protesto contra casos de violência

Para protestar contra a perseguição religiosa crescente, evangélicos e católicos vão sair hoje juntos em uma passeata pelas ruas de Delhi. Nos últimos seis meses foram registradas centenas de ocorrências de ataques violentos contra cristãos na Índia. As reclamações e apelos junto às autoridades do país até agora não surtiram efeito.

Apesar das promessas feitas pelas autoridades da Índia em resposta aos sucessivos apelos da comunidade local, a violência praticada por extremistas hindus contra os cristãos continua sem trégua. Nos últimos dias um padre católico foi ameaçado de ser queimado vivo e dois missionários protestantes foram espancados e torturados em praça pública.

No sábado passado o padre Gyaneshwar Chaubisa teve sua casa invadida, saqueada, foi espancado e ameaçado de ser queimado vivo, na vila de Pardad, Estado de Udaipur. Por causa disso, decidiu deixar a cidade.

Poucos dias antes, membros do grupo nacionalista e radical hindu, Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), esfaquearam e torturaram dois missionários protestantes no Estado de Himachal Pradesh. Eles foram forçados a entrar no rio Ganges, num ato simbólico de conversão ao hinduísmo, e tiveram as cabeças raspadas. Além disso, os extremistas usaram a ponta dos dedos deles para assinar uma declaração de conversão.

A violência praticada contra os cristãos na Índia não se restringe à agressão física e ameaças de morte. Inclui, entre outras manifestações de força, o confisco de bens de cristãos e de propriedades de igrejas.