Polícia prende 4 mil em protesto contra violência a cristãos

| 30/05/2007 - 00:00


Milhares de cristãos foram presos nesta terça-feira (dia 29) durante uma passeata pacífica convocada pelos maiores grupos de defesa dos direitos humanos da Índia. Os manifestantes pediam às autoridades do país que quebrassem o silêncio diante da violência praticada por extremistas contra a minoria cristã.

A manifestação denominada "Parem a violência contra os cristãos" foi organizada depois de dois ataques recentes. Os organizadores da passeata esperavam contar com a presença de duas mil pessoas, mas esse número superou as expectativas, chegando aos cinco mil.

A detenção de cerca de quatro mil pessoas, aconteceu entre 13h05 e 14h10, durando cerca de uma hora, de acordo com o Conselho Cristão para Toda a Índia (AICC, sigla em inglês) e a agência de notícias AsiaNews.

O protesto teve início às 10h da manhã, próximo ao Parlamento de Nova Délhi. Diversos oradores pediram respeito pela dignidade humana e pelos direitos constitucionais à comunidade cristã. Grupos fundamentalistas hindus e autoridades locais têm violado algumas garantias básicas em relação a cristãos e outras minorias, segundo os organizadores do protesto.

Cânticos de libertação no posto policial

"Foi a primeira vez desde novembro de 1997 que um número tão grande de cristãos foram presos. Foi inacreditável ver pastores protestantes, freiras católicas e ativistas da sociedade civil cantando músicas cristãs de libertação no posto policial", contou John Dayal, secretário-geral do Conselho Cristão  para Toda a Índia.

Segundo os organizadores da manifestação, somente em 2007 ocorreram mais de 100 episódios de maus tratos contra cristãos - incluindo violência física e atos de vandalismo contra igrejas, propriedades e casas de cristãos. No sábado retrasado, um padre foi obrigado a abandonar uma aldeia do distrito de Udaipur, no Estado do Radjastan, depois de ter sido atacado e ameaçado de ser queimado vivo. Dias antes dois missionários evangélicos foram espancados, tiveram a cabeça raspada e obrigados a entrar no rio Ganges.
 
"As pessoas deveriam poder praticar a sua fé sem que sofressem ataques violentos. Entre os manifestantes havia diversas comunidades religiosas e diferentes denominações cristãs. Católicos e evangélicos se juntaram a muçulmanos, budistas e hindus progressistas de pelo menos setes Estados da Índia em protesto contra o silêncio do governo. Não é só uma injustiça, é um perigo", disse Joseph D´Souza, presidente do Conselho Cristão para Toda a Índia.

O comunicado de convocação para a manifestação dizia: Sacerdotes e religiosos, pastores e leigos foram mortos, feridos ou maltratados, e as mulheres foram violentadas. Os trabalhadores cristãos são humilhados sob os olhos da polícia, que tolera a violência.

Os manifestantes queriam dirigir uma mensagem ao primeiro-ministro indiano e ao chefe da polícia, para pedir que reprimam a violência. Do total da população indiana - mais 1 bilhão de habitantes - os cristãos são apenas 25 milhões e representam cerca de 2,3% da população.


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