Recém-convertidos são espancados e ameaçados

| 02/07/2007 - 00:00


Moradores muçulmanos do distrito de Nilphamari armados de bastões de madeira espancaram violentamente 10 novos cristãos convertidos no dia 26 de junho e ameaçaram incendiar a casa deles, caso não deixassem a vila. Dois líderes foram ameaçados de morte, caso continuem a evangelizar.

Depois de tomar conhecimento sobre o atentado, um advogado de direitos humanos viajou da vila de Durbachari Bhatiapara para Laksmirdanga para encontrar os agressores de um homem e uma mulher que tiveram suas casas invadidas e foram severamente açoitados.

A polícia se negou a registrar a queixa dos cristãos e ainda os ameaçou de prisão por “converterem muçulmanos”, caso insistissem no registro da ocorrência.

Os muçulmanos que participaram do ataque gritavam: “Ninguém virá salvar vocês. Nós somos mais fortes do que vocês!”

Durante a agressão, um dos cristãos conseguiu pegar o telefone e ligar para um líder cristão de uma cidade próxima e disse: “Estão batendo na minha esposa. Por que fariam isso com ela? Agora estão vindo na minha direção.”

Muitas das vítimas foram encaminhadas para hospitais e uma casa acabou destruída no ataque.

O advogado visitou uma das vítimas e tentou transferi-la para um hospital particular, mas não conseguiu por causa do custo alto das despesas. “Eles não estão sendo bem tratados nos hospitais”, disse.

“Essas pessoas não têm o que comer, eu estou tentando comprar arroz e lentilhas para eles, mas nesse momento é até perigoso tentar levar comida”, contou.

Convertidos são privados de água potável

O ataque ocorreu depois do batismo de 42 cristãos em um rio local, no dia 12 de junho. Dias depois, as autoridades de uma mesquita em Durbachari impediram o acesso de água potável aos cristãos, na única fonte existente na região.

Desde então os cristãos precisam andar 600 metros carregando baldes de água até suas casas.

Dois líderes dos novos convertidos, Abul Hossain e Barek Ali, foram ameaçados de morte.

Kamal Hossain, sobrinho de Abul Hossain e diretor de uma madrassa (escola islâmica) local, tem repetidamente ordenado que ele abandone a sua fé cristã.

No domingo de 24 de junho ele discutiu com Abdul durante horas até escrever um comunicado dizendo que ele havia forçado os moradores muçulmanos a se converterem.

Nesse mesmo tempo, um clérigo muçulmano local questionou e ameaçou Barek, perguntando quanto dinheiro ele havia recebido para a sua conversão e exigindo que ele se reconvertesse ao islã.

Barek negou que tenha recebido dinheiro. Ele vive do trabalho de carregar uma carroça, enquanto sua esposa também trabalha para complementar a renda da família.

Na semana passada, os muçulmanos destruíram a carroça dele, deixando sem condições de consertar o veículo que é a fonte de sua sobrevivência.

Sem proteção

O advogado pediu que a comunidade internacional intervenha no caso. ”Agora esses cristãos estão em pânico”, disse. “Eles não podem tomar água, não podem nem trabalhar com medo de um ataque, alguns ainda estão no hospital. Eles precisam de comida, remédios e proteção”.

"Os cristãos ainda não sabem se ficarão ou serão forçados a saírem da vila”, disse. “Inacreditavelmente, apesar da pressão, eles não negaram a sua fé”, ressaltou o advogado.


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