Roma faz manifestação contra perseguição religiosa

Pelo menos 3 mil pessoas protestaram na noite desta quarta-feira, no centro de Roma, contra o "êxodo e a perseguição dos cristãos no Oriente Médio" e "pela liberdade religiosa no mundo", segundo informações da agência de notícias France Presse.

Representantes religiosos e de partidos políticos italianos de direita e esquerda participaram ou deram seu apoio a esta manifestação, organizada pelo vice-diretor do jornal "Corriere della Sera".

"Recusar a liberdade religiosa é uma barbárie inadmissível", declarou o ex-chefe de governo Silvio Berlusconi. O grande rabino de Roma, Ricardo Di Segni, explicou sua participação no ato como "um dever moral" de se manifestar contra a "perseguição de uma minoria religiosa".

Monsenhor Leonardo Sandri, prefeito da congregação do Vaticano para as Igrejas orientais, apoiou a manifestação, esperando que "terá resultados positivos para a Terra Santa", para os cristãos no Iraque e no Irã, para que eles não sejam obrigados a fugir de sua pátria.

A manifestação teve o apoio de inúmeros bispos italianos, entre eles o cardeal Camillo Ruini, ex-presidente da conferência episcopal e vicário do Papa para a diocese de Roma.

O papa Bento XVI manifestou várias vezes nas últimas semanas sua preocupação com a sorte das comunidades cristãs no Oriente Médio e nos países muçulmanos e lançou apelos em favor do fim das guerras e lutas sangrentas nessas regiões.