Cristãos núbios temem conflito como em Darfur

| 10/07/2007 - 00:00


O norte do Sudão poderá passar por uma violência semelhante à da província de Darfur (no oeste), onde a milícia árabe persegue as comunidades locais, principalmente as cristãs. O alerta foi feito pela agência missionária alemã Comunidade Evangélica do Oriente Médio (Evangeliumsgemeinschaft Mittlerer Osten), que está preocupada com o destino dos dois milhões de núbios, os primeiros habitantes do Sudão, cuja maioria é cristã.

Os núbios também estão preocupados com o boicote ao acesso de água. Segundo eles, o novo reservatório perto de Dongola, capital provincial do norte do Sudão, os privará ainda mais na região onde moram. Esse povo já perdeu muito da subsistência da Represa do Egito perto de Aswan, pois a milícia muçulmana faz de tudo para controlar o acesso.

Os protestos planejados já estão acontecendo. Forças de segurança dispersaram os manifestantes na vila de Farreeg, ao norte de Dongola, no dia 13 de junho. Quatro manifestantes foram mortos e oito feridos, de acordo com a agência missionária.

A organização tem mantido laços estreitos com os núbios por mais de 100 anos. O presidente da missão, Klaus Strub, disse à agência de notícias evangélicas “Idea” que os núbios estão redescobrindo suas raízes culturais.

Eles querem evitar, de qualquer maneira, a “arabização da região”, disse Sturb na conferência anual de sua organização em Wiesbaden, na Alemanha. Os núbios abraçaram o cristianismo no século IV. A raiz islâmica surgiu entre os séculos XIII e XIV. A maioria mora no sul do Egito e no norte do Sudão.

A agência missionária alemã, fundada no ano de 1900, possui cinqüenta trabalhadores no Egito, Sudão e Quênia. Entre eles estão os obreiros na área de desenvolvimento e na área de saúde no Sudão. A missão também administra um hospital em Aswan e duas clínicas móveis no norte do Egito.

ONU envia emissário

O enviado especial da ONU para a região sudanesa de Darfur, o congolês Rodolphe Adada, chegou no último sábado à região norte do país, onde assumirá a força conjunta de pacificação da ONU e da União Africana (UA).

Ele foi designado como enviado especial conjunto, em 8 de maio, pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente do organismo africano, Alpha Oumar Konaré.

Entenda o conflito em Darfur

O conflito em Darfur explodiu em fevereiro de 2003, quando dois grupos rebeldes da região se rebelaram contra o Governo de Cartum pela marginalização que sofriam e o controle dos recursos naturais.

Cerca de 200 mil morreram desde então e outros dois milhões se viram forçados a abandonar seus lares e se alojar em campos de refugiados no Sudão e Chade.

(Texto original acrescentado de informações da agência EFE)


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