Líderes são presos e escola bíblica de férias é invadida

De acordo com a Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês), 15 líderes de igrejas na China foram presos entre os dias 10 e 14 de julho. Uma escola bíblica de férias, com 150 crianças, foi atacada e dois professores tiveram que ser hospitalizados.

Segundo o relato de testemunhas oculares, no dia 14 de julho, quatro líderes foram detidos no interior da residência do pastor Fu Pengtu, no distrito Wuda District, na cidade de Wuhai, região autônoma da Mongólia.

Por volta das 11:30 da manhã, quatro policiais militares do serviço de segurança invadiram a casa sem um mandado judicial e prenderam a esposa do pastor, Gao Chinxia, a irmã Xie Yanan, o pastor Liu Yukang e a irmã Chen Binghui. As irmãs Xie e Chen são missionárias da cidade de Pingdingshan, na província de Henan.

No dia 11 de julho à tarde, a Igreja Zhongzhuang, na cidade de Jianhu, província de Jiangsu, foi invadida.

De acordo com testemunhas, durante o culto, agentes do serviço de segurança e do comitê do movimento patriótico chegaram com a polícia em 10 veículos.

Eles levaram presas oito pessoas, incluindo o pastor Zeng Zhengliang e professores da escola bíblica.

Durante a invasão violenta dois trabalhadores da igreja ficaram feridos. Um deles, o irmão Wang Ya, ainda está na UTI por ter pedido a consciência por mais de uma hora.

Bens da igreja, incluindo uma câmera de vídeo, um computador e equipamentos de som e transmissão de imagens, foram levados.

As 150 crianças que participavam da escola bíblia de férias ficaram traumatizadas ao presenciarem a violência contra seus professores.

O pastor Zhengliang sempre foi respeitado, mas passou a sofrer perseguição por discordar da postura ditatorial do governo. Ele foi obrigado a deixar a igreja oficial que presidia e começar a atuar em igrejas domésticas não-registradas.

Em outra localidade, Mingguang, na província de Anhui, um líder da igreja local foi preso no dia 10 de julho. O pastor Lu Jingxiang foi levado de sua casa que fica na cidade de Qiaotou por "envolvimento em atividades ilegais".