Cristãos questionam omissão de Olusegun Obasanjo

O ex-presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, ofereceu explicações por sua omissão durante a imposição do sistema legal islâmico conhecido como sharia em alguns Estados do norte da Nigéria, enquanto governava o país. Ele alegou que o sistema foi introduzido por governadores “com políticas egoístas”.

As explicações foram dadas na 55ª Convenção Anual da Igreja Cristã Redima, num acampamento fora da via expressa de Lagos-Ibadan. Ele disse que a sharia foi introduzida quando a Nigéria há pouco tinha se recuperado de revoltas étnico-religiosas em Kaduna e Kano.

Revelando que estava sob forte pressão internacional, Olusegun Obasanjo disse: "Eu falei para a comunidade internacional que se a sharia fosse de Deus, sobreviveria, mas que se estava politicamente incentivada, aos poucos, desapareceria. Hoje, a sharia introduzida pelos governadores egoístas está morta.”

“Alguns disseram que a sharia destruiria a Nigéria. "Advertidamente ou inadvertidamente, esses talvez não tenham visto as implicações da sharia para consolidar a existência deste país."

No discurso, Obasanjo, gritou: "Louve a Deus!" Porém, os gritos foram proferidos para uma congregação fria, silenciosa.

Cristãos decepcionados com seu governante

A Nigéria é um país secular, sem uma religião estatal. Além isso, o sistema legal islâmico (sharia) provê que as conversões sejam punidas com a morte.

Qualquer um que for flagrado roubando terá o braço direito amputado. O adúltero e o consumidor de bebidas alcoólicas, pela sharia, é condenado a várias chibatadas. 

Muitos cristãos acharam o sistema legal islâmico muito ofensivo. Eles também se ressentem de Olusegun Obasanjo, porque ele era um presidente cristão. 

E aparentemente, segundo os cristãos locais, não fez nada parar interromper a implementação da sharia em vários Estados da Nigéria.

A decepção sentida pela população cristã reacendeu a especulação de que ele não suportou a pressão. Durante um longo tempo o escritório do então presidente de Nigéria foi ocupado por políticos muçulmanos do norte.