Polícia liberta missionária alemã seqüestrada

A organização humanitária Ora International, de denominação cristã e com sede na localidade alemã de Korbach, confirmou o seqüestro e a libertação, um dia depois, em Cabul, capital do Afeganistão, de uma de suas colaboradoras. O cativeiro foi descoberto por policiais.

No último sábado (dia 18), homens armados seqüestraram Christina M., de 31 anos, quando ela estava almoçando em um local da cidade com o marido. Segundo a agência de notícias ANS, ela estaria grávida.

Antes da libertação, os seqüestradores apareceram em uma televisão afegã com a colaboradora alemã, e disseram não ser talibãs. Eles reivindicaram a libertação de companheiros presos.

No vídeo retransmitido pelo canal "Tolo TV", um dos seqüestradores apareceu com o rosto coberto e óculos de sol.

"Temos a Christina, tentaremos mantê-la a salvo. Queremos que o governo do presidenjte Hamid Karzai liberte nossos prisioneiros", leu o seqüestrador, em um comunicado.

"Não somos pessoas ruins, também não somos talibãs. Somos um grupo especial", disse o seqüestrador.

Ação policial

Horas depois, quatro seqüestradores foram detidos após uma operação policial.

“O ministro do Interior e o chefe da inteligência se envolveram pessoalmente na operação, e a refém foi libertada", declarou Zamarai Bashari, porta-voz do Ministério do Interior.

O cativeiro de Christina não estava longe da área na qual ela se encontrava quando foi seqüestrada. Outros seis reféns que estavam com ela foram soltos. Mais detalhes da operação não foram divulgados pelo porta-voz.

Onda de seqüestros

Os seqüestros de estrangeiros na capital afegã não são muito freqüentes, mas, no leste do Afeganistão, os talibãs seqüestraram há um mês um grupo de 23 missionários sul-coreanos.

Dois deles foram executados e duas sul-coreanas foram libertadas, mas os talibãs deram por encerradas as negociações com a delegação de Seul para soltar os outros reféns.

Também em julho, os insurgentes seqüestraram dois engenheiros alemães na província de Maidan-Wardak.