Cristãos e hindus paquistaneses recebem cartas com ameaças

Cristãos e hindus do norte do Paquistão receberam dezenas de cartas com ameaças de morte caso eles se recusem a se tornar muçulmanos, segundo fontes de uma igreja e um policial. Nesta semana, a polícia continua a fazer a segurança ao redor das igrejas e templos.

Embora o prazo final fosse 10 de agosto para que eles se convertessem ao islã, as minorias de Peshawar continuam com medo, cancelando atividades e serviços da igreja.

"Abrace o islã e se torne muçulmano. Caso contrário, depois de sexta-feira, 10 de agosto, a comunidade de vocês será arruinada" , dizia mais de uma dúzia de que cartas idênticas reunidas pela Igreja do Paquistão, em Peshawar, 150 quilômetros a oste de Islamabad.

Um porta-voz da igreja, disse no último dia 7 de agosto que algumas cartas foram lançadas nos quintais de cristãos e em casas de hindus em Kohati, Peshawar, cidades do interior e outros distritos.

Cartas diferentes foram enviadas para igrejas católicas e protestantes.

"Reunindo tudo, nós pudemos colecionar 15 das cartas com ameaças para a comunidade", disse Ashar Dean, diretor assistente de comunicações da diocese de Peshawar.

Segundo ele, as cartas foram distribuídas principalmente nos bairros onde vivem cristãos, que moram em casas pequenas ao redor de um pátio comum. Mais de 100 cristãos e hindus as receberam.

Uma carta remetida à igreja do padre Joseph John trazia a ameaça de ataques suicidas contra igrejas.

Guerra com os EUA

"Nossas mesquitas e crianças estão sendo martirizadas por ordens americanas", dizia a carta. "Então as igrejas também serão varridas para fora da face da terra."

Líderes cristãos imediatamente informaram a polícia local sobre as ameaças e solicitaram uma reunião com o chefe de polícia da cidade, Abdul Majeed Marwat.

Um político cristão também trouxe o assunto ao governo nacional na sexta-feira (10 de agosto). Pervaiz Masih, um membro da Assembléia Nacional do Paquistão, leu uma cópia da carta de ameaça aos deputados e chamou a atenção do governo sobre a insegurança entre os cristãos de Peshawar.